"NÃO É POSSÍVEL VENCER O POVO."TPanaque
sábado, 22 de março de 2014
quarta-feira, 19 de março de 2014
MUNDO
Vitória russa na Crimeia revela nova ordem mundial
Neste domingo, chegará ao fim a chamada "Pax Americana", período em que os Estados Unidos agiram como superpotência global, sem nenhuma contestação; no referendo da Crimeia, maioria da população deverá se declarar a favor da anexação à Rússia; resolução americana que propunha não reconhecimento dos resultados pelas Nações Unidas foi vetada pela Rússia e contou ainda com a abstenção da China; nesta nova era, Vladimir Putin emerge como ator global e Barack Obama sai enfraquecido
Neste domingo, chegará ao fim a chamada "Pax Americana", período em que os Estados Unidos agiram como superpotência global, sem nenhuma contestação; no referendo da Crimeia, maioria da população deverá se declarar a favor da anexação à Rússia; resolução americana que propunha não reconhecimento dos resultados pelas Nações Unidas foi vetada pela Rússia e contou ainda com a abstenção da China; nesta nova era, Vladimir Putin emerge como ator global e Barack Obama sai enfraquecido
15 de Março de 2014 às 18:13
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O embaixador russo, Vitaly Churkin, defendeu que a resolução ia contra a igualdade de direitos da população da Crimeia e de seu direito à autodeterminação. Churkin afirmou que a Rússia defende o "princípio da integridade territorial dos Estados", mas ressaltou que o caso conta com características extraordinárias, citando o "golpe de estado inconstitucional realizado por radicais em Kiev" e a ameaça que isso representa para a população crimeana. Ele também lembrou que a Crimeia foi território da Rússia até 1954.
Agência Efe
Na foto, o embaixador russo na ONU, Vitaly Churkin; Conselho de Segurança vetou resolução contra referendo na Crimeia
O veto provocou fortes reações dos Estados Unidos e de países europeus. A embaixadora dos EUA na ONU, Samantha Power, afirmou que o veto é “cúmplice” de uma “incursão militar ilegal”. “A Federação Russa tem o poder de vetar uma resolução do Conselho de Segurança, mas não tem o poder de vetar a verdade”, disse.
Já o presidente francês, François Hollande, alertou que a União Europeia não irá considerar válido o referendo e o chamou de “pseudoconsulta”. Em discurso à imprensa junto ao primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, Hollande pediu à Rússia que seja encontrada uma solução política que respeite a integridade territorial da Ucrânia, e disse que, se não houver um recuo, os europeus decidirão na segunda-feira (17/03) a imposição de sanções.
Expulsão
De acordo com uma reportagem da revista alemã Der Spiegel, o G8 estuda expulsar a Rússia do grupo por conta da intervenção do país na Ucrânia. Os outros sete membros – EUA, Alemanha, Japão, França, Canadá, Reino Unido e Itália – já teriam concordado com a ideia.
Se entrar em vigor, a proposta, feita pelo governo britânico, irá trocar o local da próxima cúpula do grupo de Sochi (Rússia) para Londres, sem convidar representantes de Moscou. Um encontro bilateral entre alemães e russos, marcado para abril na cidade de Leipzig (Alemanha), também seria cancelado.
Agência Efe
Ucranianos assitem às notícias sobre a crise no país em telão instalado na praça da Independência, em Kiev
Dissolução
O veto da Rússia veio no mesmo dia em que o Parlamento da Ucrânia decidiu dissolver o Parlamento da Crimeia. A resolução do Conselho Superior afirma que a suspensão do Legislativo é adotado em cumprimento à sentença do Tribunal Constitucional da Ucrânia, que na sexta-feira (14/03) declarou o referendo inconstitucional.
A decisão, no entanto, deve ter pouco efeito prático, já que a região praticamente se encontra sob domínio russo (mesmo com o referendo ainda a ser realizado).
Além disso, Kiev denunciou que os russos fizeram novas incursões militares na região de Kherson (a 540 km ao sul da capital, na fronteira com a Crimeia). De acordo com a imprensa ucraniana, por volta das 13h30 de hoje (hora local, 8h30 de Brasília), helicópteros desembarcaram pelo menos 40 soldados da Marinha das Forças Armadas da Rússia.
Os porta-vozes das forças russas anunciaram aos guardas ucranianos que o objetivo era defender uma instalação de distribuição de gás de possíveis atos terroristas.
Protesto em Moscou reuniu 50 mil pessoas, de acordo com os organizadores (3.000, segundo a polícia), contra intervenção na Ucrânia
Protestos
Pelo menos 50 mil pessoas, de acordo com os organizadores (3.000, segundo a polícia), marcharam neste sábado em Moscou contra o que chamam de “agressão do Kremlin” na Ucrânia.
Os manifestantes gritavam "Fora, Putin!" e "Não à guerra!" enquanto caminhavam com cartazes que diziam "Pela Rússia e Ucrânia sem Putin", "Putin na prisão" e "Nosso inimigo está no Kremlin". O protesto contou com a participação de duas integrantes do grupo Pussy Riot, que foram recentemente libertadas da prisão após encenarem na maior catedral do país uma “prece” contra Putin.
Outra passeata, também em Moscou – essa, a favor da intervenção na Crimeia e “contra o fascismo” – reuniu 15 mil pessoas, de acordo com a polícia.
Em Donetsk (a 700 km de Kiev), cidade de população predominantemente de língua russa, houve também manifestações a favor de Putin.
247 - Neste domingo, nasce uma nova ordem mundial. Chega ao fim a chamada "Pax Americana", período de hegemonia norte-americana que vem desde a Segundo Guerra Mundial, e emerge um mundo multipolar, com atores capaz de enfrentar os Estados Unidos – e vencer. É o que acontecerá neste domingo, na Crimeia, quando a população for às urnas para se manifestar no referendo que decidirá se o território da república que já se declarou independente – e não mais pertence à Ucrânia – será anexado ou não pela Rússia.
Ao que tudo indica, a resposta será sim, no que representará uma vitória histórica do presidente russo Vladimir Putin, diante dos Estados Unidos. Depois de apoiar um golpe de estado na Ucrânia durante os Jogos de Inverno de Sochi, que permitiu a ascensão de grupos fascistas ao poder em Kiev, os Estados Unidos se dedicaram a pressionar a Rússia em todas as instâncias internacionais e também a utilizar sua poderosa máquina de propaganda contra o Kremlin.
Vladimir Putin, no entanto, não cedeu. Afiançou seu apoio à população de maioria russa que vive na Crimeia e argumentou defender o direito de autodeterminação dos povos. Ontem, em Londres, num encontro que durou seis horas, o chanceler russo Sergei Lavrov também não titubeou diante das pressões do secretário de Estado norte-americano, John Kerry. E, neste sábado, a Rússia, com apoio da também gigante China, impediu a aprovação de uma resolução das Nações Unidas que tornaria ilegal o referendo na Crimeia.
Portanto, neste domingo devem acontecer os seguintes resultados: (1) a população da Crimeia aprovará sua anexação pela Rússia; (2) o regime golpista de Kiev terá que administrar um país em crise e com território menor; (3) o Conselho de Segurança da ONU nada fará, em razão do veto da Rússia. Resumindo, Vladimir Putin venceu, Barack Obama perdeu.
Em seguida, virão supostas sanções contra a Rússia. Mas, neste jogo, os russos, que fornecem a maior parte da energia e do gás natural da Europa, podem mais do que seus adversários.
Leia, abaixo, reportagem do Opera Mundi sobre a decisão do Conselho de Segurança da ONU:
Rússia veta resolução na ONU para declarar inválido referendo na Crimeia
Ao que tudo indica, a resposta será sim, no que representará uma vitória histórica do presidente russo Vladimir Putin, diante dos Estados Unidos. Depois de apoiar um golpe de estado na Ucrânia durante os Jogos de Inverno de Sochi, que permitiu a ascensão de grupos fascistas ao poder em Kiev, os Estados Unidos se dedicaram a pressionar a Rússia em todas as instâncias internacionais e também a utilizar sua poderosa máquina de propaganda contra o Kremlin.
Vladimir Putin, no entanto, não cedeu. Afiançou seu apoio à população de maioria russa que vive na Crimeia e argumentou defender o direito de autodeterminação dos povos. Ontem, em Londres, num encontro que durou seis horas, o chanceler russo Sergei Lavrov também não titubeou diante das pressões do secretário de Estado norte-americano, John Kerry. E, neste sábado, a Rússia, com apoio da também gigante China, impediu a aprovação de uma resolução das Nações Unidas que tornaria ilegal o referendo na Crimeia.
Portanto, neste domingo devem acontecer os seguintes resultados: (1) a população da Crimeia aprovará sua anexação pela Rússia; (2) o regime golpista de Kiev terá que administrar um país em crise e com território menor; (3) o Conselho de Segurança da ONU nada fará, em razão do veto da Rússia. Resumindo, Vladimir Putin venceu, Barack Obama perdeu.
Em seguida, virão supostas sanções contra a Rússia. Mas, neste jogo, os russos, que fornecem a maior parte da energia e do gás natural da Europa, podem mais do que seus adversários.
Leia, abaixo, reportagem do Opera Mundi sobre a decisão do Conselho de Segurança da ONU:
Rússia veta resolução na ONU para declarar inválido referendo na Crimeia
Decisão irritou EUA e União Europeia, que ameaçam tirar russos do G8; manifestantes protestaram em Moscou contra Putin
A Rússia vetou neste sábado (15/03), no Conselho de Segurança da ONU, uma resolução que declarava inválido o referendo que deve se realizar neste domingo (16/03) na Crimeia sobre a incorporação da região ao território russo. A proposta, dos Estados Unidos, teve 13 dos 15 votos possíveis a favor. A China, que também tem poder de veto, se absteve.O embaixador russo, Vitaly Churkin, defendeu que a resolução ia contra a igualdade de direitos da população da Crimeia e de seu direito à autodeterminação. Churkin afirmou que a Rússia defende o "princípio da integridade territorial dos Estados", mas ressaltou que o caso conta com características extraordinárias, citando o "golpe de estado inconstitucional realizado por radicais em Kiev" e a ameaça que isso representa para a população crimeana. Ele também lembrou que a Crimeia foi território da Rússia até 1954.
Agência Efe
Na foto, o embaixador russo na ONU, Vitaly Churkin; Conselho de Segurança vetou resolução contra referendo na Crimeia
O veto provocou fortes reações dos Estados Unidos e de países europeus. A embaixadora dos EUA na ONU, Samantha Power, afirmou que o veto é “cúmplice” de uma “incursão militar ilegal”. “A Federação Russa tem o poder de vetar uma resolução do Conselho de Segurança, mas não tem o poder de vetar a verdade”, disse.
Já o presidente francês, François Hollande, alertou que a União Europeia não irá considerar válido o referendo e o chamou de “pseudoconsulta”. Em discurso à imprensa junto ao primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, Hollande pediu à Rússia que seja encontrada uma solução política que respeite a integridade territorial da Ucrânia, e disse que, se não houver um recuo, os europeus decidirão na segunda-feira (17/03) a imposição de sanções.
Expulsão
De acordo com uma reportagem da revista alemã Der Spiegel, o G8 estuda expulsar a Rússia do grupo por conta da intervenção do país na Ucrânia. Os outros sete membros – EUA, Alemanha, Japão, França, Canadá, Reino Unido e Itália – já teriam concordado com a ideia.
Se entrar em vigor, a proposta, feita pelo governo britânico, irá trocar o local da próxima cúpula do grupo de Sochi (Rússia) para Londres, sem convidar representantes de Moscou. Um encontro bilateral entre alemães e russos, marcado para abril na cidade de Leipzig (Alemanha), também seria cancelado.
Agência Efe
Ucranianos assitem às notícias sobre a crise no país em telão instalado na praça da Independência, em Kiev
Dissolução
O veto da Rússia veio no mesmo dia em que o Parlamento da Ucrânia decidiu dissolver o Parlamento da Crimeia. A resolução do Conselho Superior afirma que a suspensão do Legislativo é adotado em cumprimento à sentença do Tribunal Constitucional da Ucrânia, que na sexta-feira (14/03) declarou o referendo inconstitucional.
A decisão, no entanto, deve ter pouco efeito prático, já que a região praticamente se encontra sob domínio russo (mesmo com o referendo ainda a ser realizado).
Além disso, Kiev denunciou que os russos fizeram novas incursões militares na região de Kherson (a 540 km ao sul da capital, na fronteira com a Crimeia). De acordo com a imprensa ucraniana, por volta das 13h30 de hoje (hora local, 8h30 de Brasília), helicópteros desembarcaram pelo menos 40 soldados da Marinha das Forças Armadas da Rússia.
Os porta-vozes das forças russas anunciaram aos guardas ucranianos que o objetivo era defender uma instalação de distribuição de gás de possíveis atos terroristas.
Protesto em Moscou reuniu 50 mil pessoas, de acordo com os organizadores (3.000, segundo a polícia), contra intervenção na Ucrânia
Protestos
Pelo menos 50 mil pessoas, de acordo com os organizadores (3.000, segundo a polícia), marcharam neste sábado em Moscou contra o que chamam de “agressão do Kremlin” na Ucrânia.
Os manifestantes gritavam "Fora, Putin!" e "Não à guerra!" enquanto caminhavam com cartazes que diziam "Pela Rússia e Ucrânia sem Putin", "Putin na prisão" e "Nosso inimigo está no Kremlin". O protesto contou com a participação de duas integrantes do grupo Pussy Riot, que foram recentemente libertadas da prisão após encenarem na maior catedral do país uma “prece” contra Putin.
Outra passeata, também em Moscou – essa, a favor da intervenção na Crimeia e “contra o fascismo” – reuniu 15 mil pessoas, de acordo com a polícia.
Em Donetsk (a 700 km de Kiev), cidade de população predominantemente de língua russa, houve também manifestações a favor de Putin.
segunda-feira, 17 de março de 2014
MUNDO
Ucrânia: EUA toma a rampa de saída e aceita as exigências russas
Houve hoje outro telefonema entre o secretário de estado Kerry e o ministro Lavrov de Relações Exteriores da Rússia. O telefonema aconteceu depois de uma reunião estratégica sobre a Ucrânia na Casa Branca. Nesse telefonema, Kerry aceitou as demandas russas de que a Ucrânia seja convertida numa federação, na qual os estados federados tenham forte autonomia em relação ao governo central, numa Ucrânia finlandizada. Putin ofereceu essa rampa de saída da escalada, e Obama enveredou por ali.
O anúncio dos russos:
O anúncio dos russos:
"Lavrov e Kerry concordam em trabalhar para uma reforma constitucional na Ucrânia: ministério da Rússia"[1]
(Reuters) - O ministro de Relações Exteriores da Rússia Sergei Lavrov e o secretário de Estado dos EUA John Kerry acertaram, nesse domingo, que buscarão juntos uma solução para a Ucrânia, promovendo ali reformas constitucionais, disse o ministério russo.
Não há ainda detalhes sobre o tipo de reformas necessária, exceto que devem ser feitas "de forma aceitável para todos e levando em conta os interesses de todas as regiões da Ucrânia".
...
"Sergei Viktorovich Lavrov e John Kerry concordaram que continuarão a trabalhar para encontrar uma resolução final sobre a Ucrânia mediante o rápido lançamento de reformas constitucionais com o apoio da comunidade internacional" disse o Ministério, em declaração.
A ideia de "reforma constitucional" e "os interesses de todas as regiões" é dos russos, como documentada nesse 'não-jornal russo' (http://newsru.com/pict/big/1638517.html) (ing.).
O não-jornal descreve o processo de como chegar a uma nova Constituição ucraniana e demarca alguns parâmetros. O russo voltará a ser língua co-oficial da Ucrânia; as regiões terão grande autonomia; não haverá interferência em assuntos religiosos; e a Ucrânia permanecerá politicamente e militarmente neutra. Será aceita qualquer decisão sobre autonomia que se decida na Crimeia. O acordo será garantido por um "Grupo de Apoio à Ucrânia", constituído de EUA, União Europeia e Rússia, e será cimentado por uma Resolução do Conselho de Segurança da ONU.
Parece que Kerry e Obama aceitaram todos esses parâmetros. Agora, se tratará de vender essa solução como se fosse ideia deles, o que - como o não-jornal o comprova suficientemente - é inconsistente com a realidade.
Aqui[2] aparece Kerry repentinamente "exigindo da Rússia" que aceite as condições que a Rússia propôs e que Kerry jamais antes havia mencionado:
O secretário de Estado John Kerry exigiu de Moscou que recolha às bases suas tropas na Crimeia, retire os soldados da fronteira da Ucrânia, pare de incitar o leste da Ucrânia e apoie as reformas políticas na Ucrânia que protegerão os russos étnicos, os falantes de russo e outros na ex-República Soviética com a qual a Rússia se diz preocupada.
Em telefonema ao ministro de Relações Exteriores da Rússia Lavrov, o segundo entre ambos depois do fracasso do encontro que tiveram na 6ª-feira em Londres,[3] Kerry exigiu que a Rússia "apoie os esforços dos ucranianos de todo o espectro para resolver a partilha de poder e a decentralização, mediante um processo de reformas constitucionais amplo e inclusivo, que proteja os direitos das minorias" - disse o Departamento de Estado.
Obama cedeu. Suas ameças ocas não funcionaram e, agora, Obama está, em vasta medida, aceitando as condições que os russos propuseram para sair da crise.
O golpe que os EUA armaram para roubar a Ucrânia da Rússia e para integrá-la à OTAN e à União Europeia parece ter fracassado. A Rússia ficará com a Crimeia, agora com apoio de 93% da população ucraniana - o que torna impossível realizar o projeto dos EUA de espantar os russos para longe de Sevastopol e, portanto, também para longe do Oriente Médio.
A ameaça dos russos (que não veio a público) de imediatamente invadir e anexar as províncias leste e sul da Ucrânia, empurrou os EUA a aceitar as condições russas mencionadas acima. A única alternativa, naquele caso, seria confronto militar que nem EUA nem os europeus querem arriscar. Apesar da campanha anti-russos na imprensa-empresa nos EUA, a maioria dos norte-americanos e dos europeus estão contra qualquer confrontação desse tipo. Como se vê agora, os EUA jamais tiveram as cartas que precisariam ter para vencer esse jogo.
Se tudo correr bem e uma nova Constituição ucraniana satisfizer as condições que os russos impuseram e obtiveram, o 'ocidente' no futuro poderá ser autorizado a pagar mensalmente, à Gazprom, as contas que a empresa continuará a enviar para o endereço de Kiev.
Demorará algum tempo para implementar tudo isso. Que truques sujos os neoconservadores de Washington tentarão agora, para impedir esse desfecho pacífico? *****
16/3/2014, Moon of Alabama
http://www.moonofalabama.org/2014/03/ukraine-us-pulls-back-agrees-to-russian-demands.html#more
[3] Como se lê em "EUA e Rússia concordam em deixar rolar a bola na Ucrânia
16/3/2014, MK Bhadrakumar, Indian Punchline", em http://blogs.rediff.com/mkbhadrakumar/2014/03/16/us-russia-kick-ukraine-can-down-the-road/, essa reunião não fracassou. Foi, de fato, muito bem sucedida e levou ao bom resultado que hoje se anuncia. Quem precisa do jornalismo que há?! [NTs].
16/3/2014, MK Bhadrakumar, Indian Punchline", em http://blogs.rediff.com/mkbhadrakumar/2014/03/16/us-russia-kick-ukraine-can-down-the-road/, essa reunião não fracassou. Foi, de fato, muito bem sucedida e levou ao bom resultado que hoje se anuncia. Quem precisa do jornalismo que há?! [NTs].
sexta-feira, 14 de março de 2014
MUNDO
Na China, é mais caro morrer do que viver
Na China, os preços das campas aumentam 30% ao ano, ultrapassando de forma considerável os preços da habitação.
Por vezes, a fim de sepultar os seus parentes em cemitérios onde já estão enterradas celebridades e altos funcionários, os chineses pagam até um milhão de yuans (mais de 165 mil dólares). Dado que os terrenos para sepultar na China são cada vez menos, a procura de lugares para a última morada só aumenta.
Hoje, na China, que tem 1,3 mil milhões de habitantes, mais de 180 milhões são pessoas com mais de 60 anos, a mortalidade anual é de 9 milhões de habitantes. Devido à continuação do processo de envelhecimento da população, os rendimentos da indústria funerária crescem: até 2017, o mercado chinês de serviços funerários atingirá os 16,5 mil milhões de dólares.
O preço por metro quadrado em alguns cemitérios de Pequim já chegou aos 65.600 dólares. Em Shangai, um lote de terra no cemitério custa mais de 30.000 dólares. Mas este é apenas o primeiro passo. A própria cerimônia funerária, bem como a campa e a lápide exigem gastos de mais vários milhares. Segundo funcionários do ramo funerário, depois de 2011, o preço médio de uma lápide mortuária aumentou, em dois anos, até 25 mil dólares. A situação levou mesmo ao aparecimento do termo "escravos dos túmulos", aqueles que são obrigados a juntar afincadamente dinheiro para o funeral dos pais e de si próprio.
E os que se habituaram a viver à grande, podem ter um serviço de elite também depois da morte. Um dos locais onde se prestam tais serviços: um cemitério nos arredores de Shangai, é mais semelhante a um parque.
"Aqui temos 700 famosos: heróis de guerra, políticos, músicos, estrelas da ópera e atores. As pessoas até vêm para aqui para tirar fotografias de casamento", declarou Jason U, diretor do cemitério. Uma das curiosidades é a última morada de Teresa Teng, vedete pop do Taiwan. A sua campa está encimada por uma estátua branca da cantora e de altifalantes colocados nas proximidades soam os seus maiores êxitos.
Algumas campas assemelham-se mais a mini-mausoléus, nos quais alguns parentes dos defuntos podem entrar com uma chave eletrônica, como nos hotéis.
O Babaoshan, famoso cemitério de Pequim, antes apenas aberto para altos funcionários e heróis revolucionários, começou, recentemente, a oferecer seus serviços a "simples mortais". Em 2012, o cemitério concedeu 120 lotes para sepultar chineses simples. Mas o preço mostrou ser exagerado: mais de 165 mil dólares, sendo também necessárias "recomendações" para comprar aí lugar.
Segundo os peritos, se se mantiver o atual nível de mortalidade, dentro de seis anos não haverá terrenos para sepultar em toda a China. Por isso, há já alguns anos que as autoridades fazem propaganda ativa da cremação com a posterior dispersão de cinzas no mar. No fim do ano passado, semelhante recomendação foi dada a todos os membros do partido e funcionários, a quem foi insistentemente pedido que evitassem funerais sumptuosos e caros.
Já as autoridades de Guangzhou e Shangai, onde vive o maior número de idosos, incentivam os parentes dos falecidos com dinheiro. Em Shangai, a câmara municipal prometeu pagar 2.000 yuans aos que aceitarem dispersar as cinzas dos parentes mortos no mar.VR
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