segunda-feira, 24 de março de 2014

G.BISSAU

AS ELEIÇÕES NÃO PODEM SER REALIZADAS DE UMA FOR MISTERIOSA.
O POVO EXIGE "JOGO LIMPO".TPanaque

G.BISSAU

O POVO NÃO VAI ACEITAR UM PRESIDENTE ELEITO DE UMA FORMA FRAUDULENTA.TPanaque
"O POVO É QUEM MAIS ORDENA".

G.BISSAU

O POVO QUER SABER DE TUDO ANTES DE IR AS URNAS.TPanaque


                    "O POVO É QUEM MAIS ORDENA"

quarta-feira, 19 de março de 2014

MUNDO

Vitória russa na Crimeia revela nova ordem mundial :
Neste domingo, chegará ao fim a chamada "Pax Americana", período em que os Estados Unidos agiram como superpotência global, sem nenhuma contestação; no referendo da Crimeia, maioria da população deverá se declarar a favor da anexação à Rússia; resolução americana que propunha não reconhecimento dos resultados pelas Nações Unidas foi vetada pela Rússia e contou ainda com a abstenção da China; nesta nova era, Vladimir Putin emerge como ator global e Barack Obama sai enfraquecido

15 de Março de 2014 às 18:13

segunda-feira, 17 de março de 2014

MUNDO

Ucrânia: EUA toma a rampa de saída e aceita as exigências russas

 
Houve hoje outro telefonema entre o secretário de estado Kerry e o ministro Lavrov de Relações Exteriores da Rússia. O telefonema aconteceu depois de uma reunião estratégica sobre a Ucrânia na Casa Branca. Nesse telefonema, Kerry aceitou as demandas russas de que a Ucrânia seja convertida numa federação, na qual os estados federados tenham forte autonomia em relação ao governo central, numa Ucrânia finlandizada. Putin ofereceu essa rampa de saída da escalada, e Obama enveredou por ali.

O anúncio dos russos:
 

"Lavrov e Kerry concordam em trabalhar para uma reforma constitucional na Ucrânia: ministério da Rússia"[1]

(Reuters) - O ministro de Relações Exteriores da Rússia Sergei Lavrov e o secretário de Estado dos EUA John Kerry acertaram, nesse domingo, que buscarão juntos uma solução para a Ucrânia, promovendo ali reformas constitucionais, disse o ministério russo.

Não há ainda detalhes sobre o tipo de reformas necessária, exceto que devem ser feitas "de forma aceitável para todos e levando em conta os interesses de todas as regiões da Ucrânia".

...

"Sergei Viktorovich Lavrov e John Kerry concordaram que continuarão a trabalhar para encontrar uma resolução final sobre a Ucrânia mediante o rápido lançamento de reformas constitucionais com o apoio da comunidade internacional" disse o Ministério, em declaração.

A ideia de "reforma constitucional" e "os interesses de todas as regiões" é dos russos, como documentada nesse 'não-jornal russo' (http://newsru.com/pict/big/1638517.html) (ing.).

O não-jornal descreve o processo de como chegar a uma nova Constituição ucraniana e demarca alguns parâmetros. O russo voltará a ser língua co-oficial da Ucrânia; as regiões terão grande autonomia; não haverá interferência em assuntos religiosos; e a Ucrânia permanecerá politicamente e militarmente neutra. Será aceita qualquer decisão sobre autonomia que se decida na Crimeia. O acordo será garantido por um "Grupo de Apoio à Ucrânia", constituído de EUA, União Europeia e Rússia, e será cimentado por uma Resolução do Conselho de Segurança da ONU.

Parece que Kerry e Obama aceitaram todos esses parâmetros. Agora, se tratará de vender essa solução como se fosse ideia deles, o que - como o não-jornal o comprova suficientemente - é inconsistente com a realidade.

Aqui[2] aparece Kerry repentinamente "exigindo da Rússia" que aceite as condições que a Rússia propôs e que Kerry jamais antes havia mencionado:
 

O secretário de Estado John Kerry exigiu de Moscou que recolha às bases suas tropas na Crimeia, retire os soldados da fronteira da Ucrânia, pare de incitar o leste da Ucrânia e apoie as reformas políticas na Ucrânia que protegerão os russos étnicos, os falantes de russo e outros na ex-República Soviética com a qual a Rússia se diz preocupada.

Em telefonema ao ministro de Relações Exteriores da Rússia Lavrov, o segundo entre ambos depois do fracasso do encontro que tiveram na 6ª-feira em Londres,[3] Kerry exigiu que a Rússia "apoie os esforços dos ucranianos de todo o espectro para resolver a partilha de poder e a decentralização, mediante um processo de reformas constitucionais amplo e inclusivo, que proteja os direitos das minorias" - disse o Departamento de Estado.

Obama cedeu. Suas ameças ocas não funcionaram e, agora, Obama está, em vasta medida, aceitando as condições que os russos propuseram para sair da crise.

O golpe que os EUA armaram para roubar a Ucrânia da Rússia e para integrá-la à OTAN e à União Europeia parece ter fracassado. A Rússia ficará com a Crimeia, agora com apoio de 93% da população ucraniana - o que torna impossível realizar o projeto dos EUA de espantar os russos para longe de Sevastopol e, portanto, também para longe do Oriente Médio.

A ameaça dos russos (que não veio a público) de imediatamente invadir e anexar as províncias leste e sul da Ucrânia, empurrou os EUA a aceitar as condições russas mencionadas acima. A única alternativa, naquele caso, seria confronto militar que nem EUA nem os europeus querem arriscar. Apesar da campanha anti-russos na imprensa-empresa nos EUA, a maioria dos norte-americanos e dos europeus estão contra qualquer confrontação desse tipo. Como se vê agora, os EUA jamais tiveram as cartas que precisariam ter para vencer esse jogo.

Se tudo correr bem e uma nova Constituição ucraniana satisfizer as condições que os russos impuseram e obtiveram, o 'ocidente' no futuro poderá ser autorizado a pagar mensalmente, à Gazprom, as contas que a empresa continuará a enviar para o endereço de Kiev.

Demorará algum tempo para implementar tudo isso. Que truques sujos os neoconservadores de Washington tentarão agora, para impedir esse desfecho pacífico? *****

[3] Como se lê em "EUA e Rússia concordam em deixar rolar a bola na Ucrânia
16/3/2014, MK Bhadrakumar, Indian Punchline", em http://blogs.rediff.com/mkbhadrakumar/2014/03/16/us-russia-kick-ukraine-can-down-the-road/, essa reunião não fracassou. Foi, de fato, muito bem sucedida e levou ao bom resultado que hoje se anuncia. Quem precisa do jornalismo que há?! [NTs].

sexta-feira, 14 de março de 2014

MUNDO

Na China, é mais caro morrer do que viver

Por vezes, a fim de sepultar os seus parentes em cemitérios onde já estão enterradas celebridades e altos funcionários, os chineses pagam até um milhão de yuans (mais de 165 mil dólares). Dado que os terrenos para sepultar na China são cada vez menos, a procura de lugares para a última morada só aumenta.
Hoje, na China, que tem 1,3 mil milhões de habitantes, mais de 180 milhões são pessoas com mais de 60 anos, a mortalidade anual é de 9 milhões de habitantes. Devido à continuação do processo de envelhecimento da população, os rendimentos da indústria funerária crescem: até 2017, o mercado chinês de serviços funerários atingirá os 16,5 mil milhões de dólares.
O preço por metro quadrado em alguns cemitérios de Pequim já chegou aos 65.600 dólares. Em Shangai, um lote de terra no cemitério custa mais de 30.000 dólares. Mas este é apenas o primeiro passo. A própria cerimônia funerária, bem como a campa e a lápide exigem gastos de mais vários milhares. Segundo funcionários do ramo funerário, depois de 2011, o preço médio de uma lápide mortuária aumentou, em dois anos, até 25 mil dólares. A situação levou mesmo ao aparecimento do termo "escravos dos túmulos", aqueles que são obrigados a juntar afincadamente dinheiro para o funeral dos pais e de si próprio.
E os que se habituaram a viver à grande, podem ter um serviço de elite também depois da morte. Um dos locais onde se prestam tais serviços: um cemitério nos arredores de Shangai, é mais semelhante a um parque.
"Aqui temos 700 famosos: heróis de guerra, políticos, músicos, estrelas da ópera e atores. As pessoas até vêm para aqui para tirar fotografias de casamento", declarou Jason U, diretor do cemitério. Uma das curiosidades é a última morada de Teresa Teng, vedete pop do Taiwan. A sua campa está encimada por uma estátua branca da cantora e de altifalantes colocados nas proximidades soam os seus maiores êxitos.
Algumas campas assemelham-se mais a mini-mausoléus, nos quais alguns parentes dos defuntos podem entrar com uma chave eletrônica, como nos hotéis.
O Babaoshan, famoso cemitério de Pequim, antes apenas aberto para altos funcionários e heróis revolucionários, começou, recentemente, a oferecer seus serviços a "simples mortais". Em 2012, o cemitério concedeu 120 lotes para sepultar chineses simples. Mas o preço mostrou ser exagerado: mais de 165 mil dólares, sendo também necessárias "recomendações" para comprar aí lugar.
Segundo os peritos, se se mantiver o atual nível de mortalidade, dentro de seis anos não haverá terrenos para sepultar em toda a China. Por isso, há já alguns anos que as autoridades fazem propaganda ativa da cremação com a posterior dispersão de cinzas no mar. No fim do ano passado, semelhante recomendação foi dada a todos os membros do partido e funcionários, a quem foi insistentemente pedido que evitassem funerais sumptuosos e caros.
Já as autoridades de Guangzhou e Shangai, onde vive o maior número de idosos, incentivam os parentes dos falecidos com dinheiro. Em Shangai, a câmara municipal prometeu pagar 2.000 yuans aos que aceitarem dispersar as cinzas dos parentes mortos no mar.VR