
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
GUINÉ-BISSAU:MEUS IRMÃOS,QUEM QUER ORGANIZAR ELEIÇÕES LIVRES ,JUSTAS E TRANSPARENTES,NÃO ACTUA DESTA MANEIRA...HÁ QUALQUER COISA QUE NÃO BATE CERTO,CAMARADAS...!!! vejam a história...
Sexta-feira, 10 de Agosto de 2012
O esticar da corda
Numa tentativa de, digamos...evitar o inevitável, o 'presidente' de transição, Serifo Nhamadjo volta a desafiar, desta vez não apenas a Europa, mas a própria ONU. No que diz respeito à Organização das Nações Unidas, Nhamadjo ouviu o 'governo' e nomeou o actual embaixador da República da Guiné-Bissau em Luanda, Manuel dos Santos (Manecas), o representante permanente da República da Guiné-Bissau junto das Organizações das Nações Unidas (que, a exemplo da União Europeia, não reconhecem as autoridades de Bissau) substituindo desta função o embaixador João Soares da Gama. AAS
-QUEM É SERIFO NHAMADJO...??? 2-O QUÊ QUE ESTÁ REALMENTE DENTRO DA CABEÇA DESTE SENHOR...??? 3-PORQUÊ QUE SERIFO NHAMADJO ESTÁ A SUBSTITUIR OS EMBAIXADORES...??? 4-PORQUÊ QUE SERIFO NHAMADJO RESOLVEU COMPLICAR MAIS ,AS COISAS...??? 5-SERIFO NHAMADJO ANDA SOZINHO OU ESTÁ A SER FORÇADO A TOMAR ESTAS DECISÕES INFELIZES E PREJUDICIAIS PARA O PAÍS...??? PALHAÇADA...!!! vejam a história...
| LUSOFONIA | ||
| Afastamento de embaixadores acreditados na UE | ||
Guiné-Bissau: Serifo Nhamadjo em guerra diplomática com comunidade internacional
Bissau – Manuel Serifo Nhamadjo, Presidente de transição, dispensou esta quinta-feira, 9 de Agosto, quase todos os embaixadores na Guiné-Bissau, acreditados, na sua maioria, junto dos países da União Europeia.
Com esta medida, Nhamadjo abriu, assim, mais uma vaga de guerra diplomática com a comunidade internacional, cuja autoridade foi apenas reconhecida pela CEDEAO.
Em decreto presidencial, o chefe de Estado em regime transitório, disse ter ouvido o seu Governo para anunciar o afastamento do embaixador Alfredo Lopes Cabral como representante da Guiné-Bissau junto do Governo da Bélgica. Para Portugal, Serifo Nhamadjo comunicou o fim da missão diplomática do embaixador Faly Embalo junto do Governo português. Pela França, Hília Garez Gomes Lima Barber foi igualmente afastada das suas funções, enquanto que o embaixador Arafam Ansu Camará foi destituído como representante da Guiné-Bissau junto do Governo da República Popular da China. A nível das Nações Unidas, Serifo Nhamadjo nomeou cumulativamente como embaixador da Guiné-Bissau junto do Governo de Angola, Manuel Maria Monteiro Santos (Manecas), e representante permanente da República da Guiné-Bissau junto das Organizações das Nações Unidas, substituindo desta função João Soares da Gama. Além da substituição do representante da Guiné-Bissau junto da ONU, Serifo Nhamadjo não indicou os nomes para ocupar as funções dos embaixadores exoneradas para a Bélgica, Portugal, França e China. |
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
INTERCÂMBIO CULTURAL
Intercâmbio: africanos enriquecem cultura do Tocantins; saiba mais
Troca de experiências e novos conhecimentos. Isso resume um pouco a vinda de africanos ao Tocantins. O estudante Cipriano Luis Pereira, que veio de Guiné-Bissau, e está no Estado desde 2009 estudando o curso de Engenharia de Alimentos na Universidade Federal do Tocantins (UFT), disse que a experiência de morar em Palmas tem sido positiva e de fácil adaptação. Atualmente, na capital, moram africanos de cinco países diferentes, totalizando 27 pessoas.
“Adaptei-me com facilidade no Tocantins. O que mais sinto é a saudade família que está no meu país, mas vim com o propósito de estudar e adquirir novos conhecimentos/experiência, além de contribuir com o desenvolvimento do Tocantins por meio das nossas culturas, comidas típicas, esportes, palestras, seminários e até mesmo conversas entre amigos (diferenças de línguas). As gírias brasileiras são bem diferentes das africanas. Queremos mostrar a nossa cultura como de fato é, e não como a mídia, muitas vezes, mostra”, conta Cipriano.
Questionado sobre os problemas sociais da África, apresentados pela mídia (imprensa), com um continente movido pela fome, miséria, desnutrição, Cipriano afirma que nem tudo é real e que é necessário conhecer, de fato, a atual situação de muitos países daquele continente. “Dificuldades existe como em qualquer outro lugar do mundo. Em termos de ensino é universal a falta de incentivo do governo”, conta.
Sobre a mudança “radical” em sua vida, Cipriano conta que atualmente gosta da cidade. “Gosto de Palmas/Tocantins, ainda é uma cidade bem tranquila, mas o desenvolvimento da cidade tem sido crescente e consequentemente aumentará a violência. Aqui temos muitos amigos, o pessoal nos acolheu muito bem. Com essa experiência aprendi a respeitar as pessoas e a admirá-las”, frisa.
O estudante Aires Paulo Pedro Panda, é da Angola e está no Tocantins desde 2009 e cursa Administração na UFT; ele conta que encontrou no Brasil um povo acolhedor, que vive o momento, mas que conheceu também brasileiros preconceituosos. “A experiência tem valido a pena, passamos por muitas dificuldades, inclusive para locar uma casa. Mas estamos sabendo lidar com essas situações. Tudo é um grande aprendizado”, argumenta Aires.
o girassol | ||||||
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
GUINÉ-BISSAU: QUE GRANDE ARTIGO...!!!, BOM PENSADOR...!!!,MUITA BOA PROPOSTA...!!! REAL SOLUÇÃO...!!! UM GRANDE ABRAÇO, SR. NUNO C. vejam a história...
Quarta-feira, 8 de Agosto de 2012
O golpe de 12 de abril - a sua complexidade
"Prezado Compatriota Aly,
Agradecia o favor de publicar esta minha contribuição ao debate sobre a actualidade nacional, no seu blog. Muito obrigado. Um abraço fraternal.
O golpe de estado de 12 de Abril na Guiné-Bissau ocorreu num contexto sub-regional complexo, agravado pela crise político-militar no Mali que surpreendeu os observadores e analistas políticos mais perspicácios, por ter acontecido num pais que se considerava democrata e imune à este tipo de flagelo que, infelizmente, ainda gangrena a vida política em alguns países do continente africano tal como o nosso.
O Presidente de Côte D’ivoire, que assumiu o poder no seu pais nas circunstâncias dramáticas que todo o mundo sabe, acabava de ser eleito a presidência da CEDEAO, e não estava minimamente preparado para enfrentar, fora de seu pais, mais outros problemas e, ainda menos, dois golpes de estado, em países tão diferentes como o Mali e a Guiné-Bissau.
Ao solicitar este lugar de prestígio, o Presidente Ouattara pensava poder aproveitar deste trampolim para consolidar sua imagem de estadista e pacificador na sub-região e no plano internacional, e, sobretudo, ganhar a confiança de seus concidadãos, daqueles em particular, ainda numerosos, que não lhe reconhecem estas qualidades e virtudes. Ele e seu governo estavam longe de imaginar a magnitude e complexidade das tarefas que iriam surgir pouco tempo depois de ter obtido o maior reconhecimento e aceitação por parte de seus pares.
E, precisamente, esta impreparação e falta de conhecimento das realidades sociopolíticos na Guiné-Bissau e ausência de afinidade linguística e cultural com o nosso pais que vão, negativamente, incidir sobre a solução preconizada ou imposta por alguns membros influentes da CEDEAO para sair da crise no nosso pais.
A priori, o Presidente em exercício da CEDEAO, o Presidente Ouattara, não tinha nenhuma preferência política ou simpatia para um ou outro protagonista da crise guineense. Logo no princípio, limitou-se a seguir as recomendações da estrutura política sediada em Abudja para, baseando-se nos princípios fundadores da organização sub-regional, veementemente condenar o golpe de estado e seus perpetradores, relembrando, de viva voz, a firme e inequívoca postura da CEDEAO de “tolerância zero” no que concerne tomadas de poder por vias inconstitucionais.
As coisas mudaram quando o Presidente em exercício da CEDEAO decidiu, por razões óbvias, concentrar-se sobre o Mali e deixar outros actores “mais avisados”, os vizinhos da Guiné-Bissau, o mais próximo em particular, “utilizar sua influência”, para facilitar uma saída de crise. Infelizmente, a esperada suposta mediação ou facilitação vai, rapidamente, transformar-se numa intempestiva e grave interferência, com a lamentável conivência de alguns compatriotas nossos. O resto é conhecido. Basta de lamentações! O momento é de, tirando as inevitáveis e dolorosas elisões, agirmos em conjunto, com seriedade, dedicação, humildade e determinação.
Hoje, o que se afigura imperativo é, indubitavelmente, a tomada de consciência por parte de todos os Guineenses da necessidade de voltarmos a ser donos do nosso destino comum, acabando, uma vez por toda, com o tratamento condescendente, vassalo e degradante de párias de que somos alvos por parte de certos países da sub-região.
Os problemas na Guiné-Bissau são criados pelos próprios Guineenses.
Nenhuma organização, instituição ou força estrangeira vai conseguir resolver as nossas contradições internas, as nossas fúteis rivalidades, inimizades absurdas e os nossos comportamentos vaidosos. Chegou o momento de procedermos a uma introspecção e meditarmos sobre o nosso futuro imediato. E preciso que reflectirmos, profundamente, serenamente, sobre este pais que se chama a Guiné-Bissau, o nosso pais, a mãe pátria, a vida em comum, num território que, embora pequeno, tem espaço e riquezas suficientes para todos nos e as gerações vindouras.
Mas é preciso que aprendamos à admitir, ouvir e respeitar opiniões diferentes ou mesmo divergentes, à partilhar e gerir aquilo que é o bem comum, que acabemos com o clientelismo, o sectarismo, a exclusão. Sim é preciso que se cria oportunidades para todos e que, juntos, defendamos a vida humana e exaltando os valores de trabalho, disciplina, honestidade e mérito.
E preciso que inventemos e adoptemos uma nova maneira de pensar e de conviver, uma nova cultura política que admita a competição, o debate contraditório e programático, o recurso a cidadãos qualificados, competentes, todos eles (as), para constituir a máquina, a locomotiva que vai empurrar o nosso pais para a frente, rumo ao progresso e desenvolvimento. A crise na Guiné-Bissau, embora cíclica, não é uma fatalidade. A solução definitiva esta ao nosso alcance. Temos recursos humanos suficientes, homens e mulheres valiosas para pensar, imaginar, conceber, conceituar, inventar, propor uma alternativa douradora.
O actual governo de transição, pela forma como foi constituído, arrancou com “chumbos nas assas” e, claramente, não tem capacidade para corresponder as expectativas e tão pouco pode responder aos enormes desafios que o pais enfrenta, porque não tem legitimidade e sustentabilidade. Não pode continuar. Estamos pois, todos nos, num impasse. O realismo deve prevalecer e nos conduzir a procurar uma solução pragmática e consensual. Comunicação, concertação, consultas, colaboração, consenso, sim consenso, são hoje em dia as palavras-chaves que devem, para preservar os superiores interesses do povo guineense, entrar no novo léxico e servir de “vade mecum” da vida política na Guiné-Bissau.
O PAIGC, partido maioritário no parlamento, tem toda a legitimidade para voltar a dirigir o governo. Um governo que crermos inclusivo e solidário: Um governo de UNIDADE NACIONAL.
Um governo de compatriotas de reconhecida competência, devoção, honestidade, isenção, HUMILDADE. Um governo cujos membros não abusam do bem público e respeitam o povo que tem por obrigação de servir com abnegação. Um governo legal que, pela sua composição abrangente, seu programa lúcido e seu roteiro realista, vai conduzir os destinos da nossa querida Guiné-Bissau, pacificamente, consensualmente, harmoniosamente, exemplarmente, criando todas as condições materiais, técnicas e politicas para a realização de eleições transparentes, justas, credíveis e incontestáveis.
Um governo que, rapidamente, vai dar uma nova esperança e dignidade ao nosso martirizado povo, galvanizando e federando todas as energias, do mais novo ao mais velho dos cidadãos da nossa querida terra, do norte ao sul, do leste ao oeste, do nosso belo pais, e reconquistar o respeito e a confiança dos nossos parceiros internacionais do desenvolvimento. Um governo responsável que saberá, de maneira intransigente, exaltar e honrar o mais importante, o mais sublimo, uma só causa, a mais justa, a mais nobre, a única que vala a pena defender até a morte a NOSSA PATRIA AMADA.
Nuno C."
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
GUINÉ-BISSAU: VERDADEIRO ASSASSINATO
Francisco Mendes (Património da Guiné-Bissau)
1978 - 2007 *29 Anos* passaram num esquecimento absoluto pelos seus camaradas de luta.
Que tipos de camaradas de luta são? Que tipos de crime cometeu este homem para merecer a tamanha sorte?
Francisco Mendes a primeira figura de estado guineense, uma figura carismático, discreto e inteligente que se repousa ao lado do seu companheiro de luta na Amura.
Recordam e homenageiam Amílcar Cabral e Titina Silà. Mas ele, "aucun bouquet de fleurs" ou palavras de apreço.
Será que os historiadores guineenses que se gabam queimar pestanas a consumir cultura ocidental não estão interessados na recuperação da nossa memória e patrimónios guineenses?
É preciso que Dr. Mário Soares decida tomar a iniciativa para criar a fundação "Francisco Mendes (Chico Té)? Semelhante a do Amílcar Cabral?
Na madrugada do Domingo o 3 Julho de 1978, um homem bom foi transformado em terra.
Em 1975 dava entrada na antiga Guiné-Portuguesa os desejados combatentes da liberdade da Pátria de Amílcar Cabral.
Num sol de boas vindas, desfilavam para o Palácio do ex: governador colonial os cincos altos dirigentes do PAIGC por ordem hierárquica constituída na Madina de Boé.:
Aristides Pereira Secretário-Geral / membro do comité executivo de lauta e futuro Presidente da República de Cabo-Verde (não presidente do conselho de estado).
Luís Cabral vice secretário-geral /membro do comité executivo de luta e presidente do conselho de estado (não presidente da republica)
Francisco Mendes membro do comité executivo da luta e Comissário-Principal (não primeiro ministro)
João Bernardo Vieira (NINO) Presidente de Assembleia Nacional / membro do comité executivo de luta e Comissário das forças armadas (FARP) (não ministro de estado)
Pedro Pires membro do comité executivo de luta e futuro primeiro ministro de Cabo-Verde (não Comissário-principal)
Devidas as intrigas políticas no seu do PAIGC, o secretário-geral do PAIGC Aristides Pereira convoca o comité central do partido para rectificar a constituição e das decisões tomadas em Madina de Boé.
A hierarquia do partido e do governo foram rectificadas.
O comandante João Bernardo Vieira que tinha entrado a capital como a quarta figura, foi despromovido para quinta figura em detrimento do comandante Pedro Verona Pires.
Francisco Mendes (Chico Té) era uma figura virtual. E o Nino Vieira era uma figura isolada (persona non grata).
Caros compatriotas guineenses
Na Guiné-Bissau não se valorizam as pessoas.
Somos todos meninos de praça como dizia o outro, basta o nome ou apelidos para seres desclassificado e desvalorizado.
Mas não devia ser assim.
Mas ninguém se lembra, e mesmo os historiadores guineenses que " o combatente da liberdade da Pátria * na pessoa do Francisco Mendes (Chico Té) * foi a primeira figura guineense, do Partido e do estado da Guiné-Bissau.
Após o seu assassinato, para acalmarem as críticas que chovia em todos os horizontes da classe guineense, as tristezas e as lágrimas dos guineenses que alagava as suas caras, numa decisão surpreendente e hipócrita dos elefantes do PAIGC, resolveram simplesmente agasalha-lo ao lado do seu companheiro de luta Amílcar Cabral no Quartel-General de Amura em Bissau.
Depois do seu agasalho, ninguém se lembrou homenagear este homem que sacrificou a sua juventude para libertação da Guiné-Bissau que atingiu altos cargos no partido e no estado.
Os seus companheiros de luta, e, em particular, o seu próximo Nino Vieira, após 14 de Novembro, nenhuma palavra de apreço ou esclarecimento cabal da morte do parente e companheiro da mesma trincheira de luta de libertação nacional.
O seu desaparecimento foi um alívio e chegou na melhor altura deixando o espaço de manobra para o general Nino Vieira.
Se não prestamos homenagem a este digníssimo filho guineense, a primeira figura de Estado guineense, é porque não sabemos de onde viemos e para onde vamos.
Devemos perder o mau hábito de desvalorização dos nossos quadros, dos nossos patrimónios e em particular a desvalorização da nossa história.
Nenhuma nação independente consegue sobreviver a mudança do "século vinte e um" ignorando os seus heróis e o seu passado. É por isso que existe a disciplina de história para formar os historiadores com a finalidade que se reabilitem o passado.
Estes combatentes da liberdade que tombaram por uma causa justa merecem um tratamento de alto nível apesar que estamos habituados durante séculos valorizando as façanhas dos nossos colonizadores e as suas línguas maternos.
Francisco Mendes e outros que caíram no esquecimento são patrimónios guineenses sem dúvida, queiramos ou não. A decisão de fazer renascer as cinzas do passado cabe aos nossos historiadores.
A história de um povo é como uma gota de azeite num copo de água.
Todos estes camaradas combatentes lutaram para valorização dos direitos humanos e a igualdade de chance que significa libertar os dois povos da escravatura colonial, servindo os ideais da liberdade, os ideais das oportunidades, os ideais da cultura e os ideais de sermos abastados na honestidade.
Alguém viu estátua de Osvaldo Vieira no "aeroporto internacional Osvaldo Vieira?" Não!
Mais um, que ficou no esquecimento dos nossos historiadores e da historia do PAIGC.
Mas se perguntamos os nossos intelectuais e sábios guineenses quem é Luís de Camões, D. Afonso Henriques, Vasco da Gama e outros piratas portugueses, sem duvida que a resposta ocupava dezenas de páginas e seria mais interessante que perder tempo com os nossos heróis e a nossa propria história.
Caros historiadores guineenses
Francisco Mendes tombou. Porquê? Não sabem, e é por isso que o ignoraram por não atingir o nível académico desejado para ser respeitado como homem que sacrificou a sua juventude. Não deixou nenhuma poesia para que os poetas guineenses pudessem ter motivos em homenageá-lo.
Compatriotas
Tudo bem organizado pela segurança de estado chefiado pelo António Alcântara Buscardine e sob coordenação do ministro de interior Constantino Teixeira (Txutxu Axxon).
Francisco Mendes (Chico Té) não era bem visto pelas alas Cabo-verdianos por nunca ter aceitado a segunda colonização e subordinação. Reclamava tudo que era inconstitucional na Guiné-Bissau.
Recusava acatar ordens vindas de Cabo-Verde no âmbito económico e financeiro. Não se entendia com o presidente Luís Cabral na forma da condução política e económica do nosso país cujo sacrifício foi consentido pelo povo guineense.
O presidente Luís Cabral propôs o comité executivo de luta e comité central do PAIGC a eliminação do cargo do Comissário-Principal ficando um estado presidencialista e cujo a pasta dos serviços do Negocio Estrangeiro seria ocupado pelo José Araújo e Victor Saúde Maria actual ministro de negocio estrangeiro ia desempenhar outras funções não especificada na altura no estrangeiro.
Mas foi definido o destino de Francisco Mendes na cena política guineense para au-delà.
Presidente Luís Cabral resolve partir para Moçambique, para uma visita oficial a convite do seu homólogo presidente Samora Machel. A Guiné-Bissau ficou provisoriamente a responsabilidade do Comissário Principal Francisco Mendes.
48 Horas da chegada de Luís Cabral a Maputo capital de Moçambique, "Chico Té" teria recebido um convite do Presidente Regional de Bafatá "Braima Camará" vulgo Braima Dakar para uma virtual reconciliação em Bambadinca entre o comandante de segurança de Região de Bafatá e a sua esposa.
Qual reconciliação?
Se na realidade era uma verdadeira reconciliação, até onde era limitado a responsabilidade do comandante Pinto como responsável de segurança da região na protecção do seu amigo com a alta responsabilidade de estado guineense?
Foi uma armadilha bem montado pela segurança de estado cujo comandante Pinto fiel aos princípios e métodos de Luís Cabral e Constantino Teixeira (Txutxu Axxon).
O comandante Pinto tinha promessa de Luís Cabral de vir ocupar alto cargo no ministério de interior numa remodelação em grande escalada orquestrada pelos elefantes do comité executivo de luta.
Erro da avaliação ou excesso de confiança?
Francisco Mendes (Chico Té) aceitou convite. Foi envenenado com bebidas alcoolizada e deixado a mercê do volante da sua viatura numa madrugada de sereno na estrada que liga Bambadinca /Bafatá (ébrio e sozinho na estrada da morte).
Qual era a responsabilidade do Chefe de segurança Regional em termos segurança pessoal do chefe de estado interino?
Não é de transmitir ao ministério do interior o convite formulado para se organizarem em conjunto e darem parecer de segurança devida a um chefe de estado interino? Mas isso não aconteceu.
Como partiu Chico Té para Região de Bafatá (mistério). Onde andavam os homens de segurança e protocolos do chefe de estado interino? (mistério).
Quando é que o ministro de interior se deu conta do desaparecimento do chefe estado interino de Bissau? A segurança de estado não trabalhava em sintonia com a segurança pessoal do Chefe de estado interino?
Os homens do António Buscardine serviam só para caça aos comandos Africanos e contra os revolucionários guineenses?
Na madrugada de sereno entre Bafatá e Bambadinca ( na estrada da morte) Chico Té foi suprimido. O Chefe de estado interino Francisco Mendes estava acompanhado pela "Paula Taborda" sua secretaria e amiga íntima. Mais tarde ela foi abrigada abandonar Bissau para não falar e se refugiou-se em França e tive uma amena conversa com ela sobre a morte de Francisco Mendes.
Se o ministro de interior Constantino Teixeira (Txutxu Axon) é tão inocente, a recompensa e agradecimento do trabalho sujo foi recompensado. De imediato foi nomeado Comissário-Principal interino.
O presidente Luís Cabral não estava isento de cumplicidade porque podia ter nomeado outros quadros académicos como Fidel Cabral d'Almada, Victor Saúde Maria, Victor Freire Monteiro, Vasco Cabral, Mário Cabral e mais outros quadros guineenses.
Mas estes elementos não eram da confiança de Luís Cabral, nomeia um homem da sua confiança "Constantino Teixeira (Txutxu Axon)" que não vê um palmo do seu nariz para chefiar um governo de um estado independente libertado com tanto sacrifício pelo povo guineense.
Mas a intenção do Presidente Luís Cabral era outra, suprimir o cargo do Comissário-Principal criando um governo presidencialista.
Desencadeou-se no seio dos militantes mais ousados do PAIGC a viva condenação e repúdio sobre as intenções do presidente Luís Cabral que os chamou de contra revolucionários e anti unidade Guiné e Cabo-Verde.
Depois de uma calorosa discussão do Comité Central do PAIGC até madrugada, o presidente Luís Cabral resolve chamar Nino Vieira que se encontrava na altura em Cuba finalizando o seu curso interrompido durante a luta de libertação nacional, nomeando-o para o cargo do Comissário-Principal (não ao nível do primeiro-ministro) para acalmar almas desamparadas.
As reacções não fizeram esperar por parte dos inimigos de Nino Vieira.
Constantino Teixeira (Txutxu Axon), Umaro Djalò, Julião Lopes e João da Costa não gostaram e desencadearam as hostilidades contra João Bernardo Vieira (Nino Vieira) Comissário-principal dos comissários.
Recusaram em aceitar Nino Vieira devido os venenos que saiam na boca dos que não viam Nino Vieira com os bons olhos.
O presidente Luís Cabral não é um homem carismático e não tinha sentido de estado. Um homem que quis honrar o irmão, respeitando os princípios da liberdade e da democracia que o irmão mais velho jurou defender até a morte, devia pensar melhor e agir com a honestidade no comando do destino da Guiné-Bissau.
Devia ter dado exemplo nas suas nomeações nos lugares chaves da economia do país.
A única nomeação plausível que o Presidente Luís Cabral fez é a nomeação do economista de profissão para o cargo do Director-Geral de "Estrela-do-mar" o falecido Dr. Telmo de Sousa Mendes.
Após o 14 de Novembro o presidente Nino Vieira assassinou a empresa nomeando um analfabeto na economia vinda de Guiné-Conakri de nome Abubacar Baldé ex: delegado guineense em Cabo Verde no conflito que opunham os dois países sobre os BARCOS de longo curso.
Má-fé do presidente Luís Cabral.
Nomeando Constantino Teixeira (Txutxu Axon) para o alto cargo (Comissário-Principal), Malam Gino Mané como Director-Geral de uma empresa de transporte público que arrecadava diariamente milhares contos, Tomas Lima da Costa numa empresa "GUINEGAZ " que arrecadava centenas de contos por dia e Victor Vamaim numa empresa de Automóveis "EGA" que arrecadava milhares de contos mensais e mais outras sem nenhuma formação para o desempenho das funções?
Foi um crime económico que o presidente Luís Cabral cometeu durante o seu mandato.
Sem esquecer o crime do virtual Auto-estrada que ia ligar Bissau e o aeroporto Osvaldo Vieira.
Foram destruídos casas sem indemnizações, foi destruído o melhor jardim que o colonialismo construiu para lazeres das crianças guineenses. Todas estas destruições contrariaram a propaganda do PAIGC que dizia que as "CRIANÇAS SÃO FLORES DA LUTA E A RAZÃO DO NOSSO COMBATE.
A ironia da libertação nacional.
Muitas crianças ficaram sem pais, sem tetos e sem jardim. Buscardine embirrava com o belo jardim que não foi construído pelo PAIGC, mas sim, pelo colonialismo português, apesar de tudo, têm amor pelas crianças.
Sempre disse que a independência valia a pena e sempre traga algo no coração das pessoas independente. Mas os que não valeram a pena sabemos todos... Mais-valia a pena continuarmos com António Sebastião de Spínola do que viver no inverno de Luís Cabral e Nino Vieira.
Após o 14 de Novembro o Sr. presidente João Bernardo Vieira foi a maior decepção do povo guineense. Abusou da sua fama de guerrilheiro lendário até 7 de Junho de 1998.
Mas hoje, é um homem que quer reconciliar com o presente e esquecer os passados que não apagarão facilmente nas memórias dos guineenses.
Um passado sangrento, de horrores e de intriga política.
Paulo César Buscardine tem toda razão de dizer "ADEUS CHICO TÈ QUE A ALMA DO GUERRILHEIRO DESCANSE EM PAZ."
Mas uma coisa é certíssima, a consciência dos BUSCARDINES nunca repousarão em PAZ.
Que a liberdade e a democracia nos protege.
Combatente Francisco Mendes (Chico Té)
Entrevista de um dos líderes do partido africano da independência da Guiné e o Cabo Verde, Francisco Mendes (Chico Té).
- "Considero que o general Spínola que empregou toda a sua táctica de guerra anti guerrilha para ver se pudesse destruir a nossa luta em 2 anos seguidamente em 4 e 5 anos ele tive uma derrota total, nós consideramos que com a sua presença à nova equipa de Portugal contribuiu, porque ele conhece efectivamente a nossa realidade, a força do nosso partido, e para tomar qualquer decisão, Spínola nos conhece melhor que os outros radicados actualmente em Portugal..."
Pensamos que após o cessar-fogo, como disse, é necessário que os tropas portugueses abandonem definitivamente o nosso país, depois continuaremos a luta quer na Guiné no plano da construção do país quer em Cabo Verde para liberar as ilhas do Cabo Verde da dominação portuguesa...
Ainda não temos fixado um calendário para a evacuação das tropas portugueses porque aquilo depende das negociações em Londres, todas as negociações do mundo há sempre concessões a fazer e actualmente não vou falar claramente das concessões que estamos prontos para fazer, aquilo depende da vontade dos Portugueses também, as propostas que vão pôr-nos...
Sim temos a impressão que estão prontos para descolonizar, nós pensamos que a nova equipa quer realmente descolonizar, mas depende também de muitos factores do ponto de vista económico, por exemplo em Angola e ao Moçambique, onde têm grandes interesses, grandes capitais estrangeiros e de uma maneira ou outra pensamos que estão decididos descolonizar...
A situação na Guiné?
Temos os organismos do Estado já instituídos nas regiões libertadas que funcionam normalmente, nós controlamos certamente 2/3 do território, mas há uma grande parte que está em litígio.
A população em proporção?
Pode-se dizer 350.000, a metade, porque há outra parte bastante considerável também que estão refugiados no Senegal e na República da Guiné, há ainda uma pequena parte que estão sob o controlo dos Portugueses...
O que é negociável?
A retirada dos bandos portugueses do nosso país, por exemplo uma futura cooperação com Portugal aquilo é negociável, uma assistência por exemplo que Portugal pode fornecer-nos no âmbito dos técnicos, o ensino, dos trabalhadores, que não são negociáveis é a dignidade do nosso país, a independência...
Um voto sobre a autodeterminação aceita?
Pensamos que é absurdo que os Portugueses propõem-nos este princípio porque não pode haver voto para pedir à população se quer ser independente ou se não o quer porque a prova é que já temos lutado durante 11 anos, é uma prova maior que a população quer a independência, nós pensamos que Portugal pode pensar apenas atribuindo-nos ou aceitando o princípio que pusemos para a nossa independência, se quiserem podem continuar a guerra nas outras colónias portuguesas "
Meu ídolo, que a sua alma continua a descansar em paz.
1978 - 2007 *29 Anos* passaram num esquecimento absoluto pelos seus camaradas de luta.
Que tipos de camaradas de luta são? Que tipos de crime cometeu este homem para merecer a tamanha sorte?
Francisco Mendes a primeira figura de estado guineense, uma figura carismático, discreto e inteligente que se repousa ao lado do seu companheiro de luta na Amura.
Recordam e homenageiam Amílcar Cabral e Titina Silà. Mas ele, "aucun bouquet de fleurs" ou palavras de apreço.
Será que os historiadores guineenses que se gabam queimar pestanas a consumir cultura ocidental não estão interessados na recuperação da nossa memória e patrimónios guineenses?
É preciso que Dr. Mário Soares decida tomar a iniciativa para criar a fundação "Francisco Mendes (Chico Té)? Semelhante a do Amílcar Cabral?
Na madrugada do Domingo o 3 Julho de 1978, um homem bom foi transformado em terra.
Em 1975 dava entrada na antiga Guiné-Portuguesa os desejados combatentes da liberdade da Pátria de Amílcar Cabral.
Num sol de boas vindas, desfilavam para o Palácio do ex: governador colonial os cincos altos dirigentes do PAIGC por ordem hierárquica constituída na Madina de Boé.:
Aristides Pereira Secretário-Geral / membro do comité executivo de lauta e futuro Presidente da República de Cabo-Verde (não presidente do conselho de estado).
Luís Cabral vice secretário-geral /membro do comité executivo de luta e presidente do conselho de estado (não presidente da republica)
Francisco Mendes membro do comité executivo da luta e Comissário-Principal (não primeiro ministro)
João Bernardo Vieira (NINO) Presidente de Assembleia Nacional / membro do comité executivo de luta e Comissário das forças armadas (FARP) (não ministro de estado)
Pedro Pires membro do comité executivo de luta e futuro primeiro ministro de Cabo-Verde (não Comissário-principal)
Devidas as intrigas políticas no seu do PAIGC, o secretário-geral do PAIGC Aristides Pereira convoca o comité central do partido para rectificar a constituição e das decisões tomadas em Madina de Boé.
A hierarquia do partido e do governo foram rectificadas.
O comandante João Bernardo Vieira que tinha entrado a capital como a quarta figura, foi despromovido para quinta figura em detrimento do comandante Pedro Verona Pires.
Francisco Mendes (Chico Té) era uma figura virtual. E o Nino Vieira era uma figura isolada (persona non grata).
Caros compatriotas guineenses
Na Guiné-Bissau não se valorizam as pessoas.
Somos todos meninos de praça como dizia o outro, basta o nome ou apelidos para seres desclassificado e desvalorizado.
Mas não devia ser assim.
Mas ninguém se lembra, e mesmo os historiadores guineenses que " o combatente da liberdade da Pátria * na pessoa do Francisco Mendes (Chico Té) * foi a primeira figura guineense, do Partido e do estado da Guiné-Bissau.
Após o seu assassinato, para acalmarem as críticas que chovia em todos os horizontes da classe guineense, as tristezas e as lágrimas dos guineenses que alagava as suas caras, numa decisão surpreendente e hipócrita dos elefantes do PAIGC, resolveram simplesmente agasalha-lo ao lado do seu companheiro de luta Amílcar Cabral no Quartel-General de Amura em Bissau.
Depois do seu agasalho, ninguém se lembrou homenagear este homem que sacrificou a sua juventude para libertação da Guiné-Bissau que atingiu altos cargos no partido e no estado.
Os seus companheiros de luta, e, em particular, o seu próximo Nino Vieira, após 14 de Novembro, nenhuma palavra de apreço ou esclarecimento cabal da morte do parente e companheiro da mesma trincheira de luta de libertação nacional.
O seu desaparecimento foi um alívio e chegou na melhor altura deixando o espaço de manobra para o general Nino Vieira.
Se não prestamos homenagem a este digníssimo filho guineense, a primeira figura de Estado guineense, é porque não sabemos de onde viemos e para onde vamos.
Devemos perder o mau hábito de desvalorização dos nossos quadros, dos nossos patrimónios e em particular a desvalorização da nossa história.
Nenhuma nação independente consegue sobreviver a mudança do "século vinte e um" ignorando os seus heróis e o seu passado. É por isso que existe a disciplina de história para formar os historiadores com a finalidade que se reabilitem o passado.
Estes combatentes da liberdade que tombaram por uma causa justa merecem um tratamento de alto nível apesar que estamos habituados durante séculos valorizando as façanhas dos nossos colonizadores e as suas línguas maternos.
Francisco Mendes e outros que caíram no esquecimento são patrimónios guineenses sem dúvida, queiramos ou não. A decisão de fazer renascer as cinzas do passado cabe aos nossos historiadores.
A história de um povo é como uma gota de azeite num copo de água.
Todos estes camaradas combatentes lutaram para valorização dos direitos humanos e a igualdade de chance que significa libertar os dois povos da escravatura colonial, servindo os ideais da liberdade, os ideais das oportunidades, os ideais da cultura e os ideais de sermos abastados na honestidade.
Alguém viu estátua de Osvaldo Vieira no "aeroporto internacional Osvaldo Vieira?" Não!
Mais um, que ficou no esquecimento dos nossos historiadores e da historia do PAIGC.
Mas se perguntamos os nossos intelectuais e sábios guineenses quem é Luís de Camões, D. Afonso Henriques, Vasco da Gama e outros piratas portugueses, sem duvida que a resposta ocupava dezenas de páginas e seria mais interessante que perder tempo com os nossos heróis e a nossa propria história.
Caros historiadores guineenses
Francisco Mendes tombou. Porquê? Não sabem, e é por isso que o ignoraram por não atingir o nível académico desejado para ser respeitado como homem que sacrificou a sua juventude. Não deixou nenhuma poesia para que os poetas guineenses pudessem ter motivos em homenageá-lo.
Compatriotas
Tudo bem organizado pela segurança de estado chefiado pelo António Alcântara Buscardine e sob coordenação do ministro de interior Constantino Teixeira (Txutxu Axxon).
Francisco Mendes (Chico Té) não era bem visto pelas alas Cabo-verdianos por nunca ter aceitado a segunda colonização e subordinação. Reclamava tudo que era inconstitucional na Guiné-Bissau.
Recusava acatar ordens vindas de Cabo-Verde no âmbito económico e financeiro. Não se entendia com o presidente Luís Cabral na forma da condução política e económica do nosso país cujo sacrifício foi consentido pelo povo guineense.
O presidente Luís Cabral propôs o comité executivo de luta e comité central do PAIGC a eliminação do cargo do Comissário-Principal ficando um estado presidencialista e cujo a pasta dos serviços do Negocio Estrangeiro seria ocupado pelo José Araújo e Victor Saúde Maria actual ministro de negocio estrangeiro ia desempenhar outras funções não especificada na altura no estrangeiro.
Mas foi definido o destino de Francisco Mendes na cena política guineense para au-delà.
Presidente Luís Cabral resolve partir para Moçambique, para uma visita oficial a convite do seu homólogo presidente Samora Machel. A Guiné-Bissau ficou provisoriamente a responsabilidade do Comissário Principal Francisco Mendes.
48 Horas da chegada de Luís Cabral a Maputo capital de Moçambique, "Chico Té" teria recebido um convite do Presidente Regional de Bafatá "Braima Camará" vulgo Braima Dakar para uma virtual reconciliação em Bambadinca entre o comandante de segurança de Região de Bafatá e a sua esposa.
Qual reconciliação?
Se na realidade era uma verdadeira reconciliação, até onde era limitado a responsabilidade do comandante Pinto como responsável de segurança da região na protecção do seu amigo com a alta responsabilidade de estado guineense?
Foi uma armadilha bem montado pela segurança de estado cujo comandante Pinto fiel aos princípios e métodos de Luís Cabral e Constantino Teixeira (Txutxu Axxon).
O comandante Pinto tinha promessa de Luís Cabral de vir ocupar alto cargo no ministério de interior numa remodelação em grande escalada orquestrada pelos elefantes do comité executivo de luta.
Erro da avaliação ou excesso de confiança?
Francisco Mendes (Chico Té) aceitou convite. Foi envenenado com bebidas alcoolizada e deixado a mercê do volante da sua viatura numa madrugada de sereno na estrada que liga Bambadinca /Bafatá (ébrio e sozinho na estrada da morte).
Qual era a responsabilidade do Chefe de segurança Regional em termos segurança pessoal do chefe de estado interino?
Não é de transmitir ao ministério do interior o convite formulado para se organizarem em conjunto e darem parecer de segurança devida a um chefe de estado interino? Mas isso não aconteceu.
Como partiu Chico Té para Região de Bafatá (mistério). Onde andavam os homens de segurança e protocolos do chefe de estado interino? (mistério).
Quando é que o ministro de interior se deu conta do desaparecimento do chefe estado interino de Bissau? A segurança de estado não trabalhava em sintonia com a segurança pessoal do Chefe de estado interino?
Os homens do António Buscardine serviam só para caça aos comandos Africanos e contra os revolucionários guineenses?
Na madrugada de sereno entre Bafatá e Bambadinca ( na estrada da morte) Chico Té foi suprimido. O Chefe de estado interino Francisco Mendes estava acompanhado pela "Paula Taborda" sua secretaria e amiga íntima. Mais tarde ela foi abrigada abandonar Bissau para não falar e se refugiou-se em França e tive uma amena conversa com ela sobre a morte de Francisco Mendes.
Se o ministro de interior Constantino Teixeira (Txutxu Axon) é tão inocente, a recompensa e agradecimento do trabalho sujo foi recompensado. De imediato foi nomeado Comissário-Principal interino.
O presidente Luís Cabral não estava isento de cumplicidade porque podia ter nomeado outros quadros académicos como Fidel Cabral d'Almada, Victor Saúde Maria, Victor Freire Monteiro, Vasco Cabral, Mário Cabral e mais outros quadros guineenses.
Mas estes elementos não eram da confiança de Luís Cabral, nomeia um homem da sua confiança "Constantino Teixeira (Txutxu Axon)" que não vê um palmo do seu nariz para chefiar um governo de um estado independente libertado com tanto sacrifício pelo povo guineense.
Mas a intenção do Presidente Luís Cabral era outra, suprimir o cargo do Comissário-Principal criando um governo presidencialista.
Desencadeou-se no seio dos militantes mais ousados do PAIGC a viva condenação e repúdio sobre as intenções do presidente Luís Cabral que os chamou de contra revolucionários e anti unidade Guiné e Cabo-Verde.
Depois de uma calorosa discussão do Comité Central do PAIGC até madrugada, o presidente Luís Cabral resolve chamar Nino Vieira que se encontrava na altura em Cuba finalizando o seu curso interrompido durante a luta de libertação nacional, nomeando-o para o cargo do Comissário-Principal (não ao nível do primeiro-ministro) para acalmar almas desamparadas.
As reacções não fizeram esperar por parte dos inimigos de Nino Vieira.
Constantino Teixeira (Txutxu Axon), Umaro Djalò, Julião Lopes e João da Costa não gostaram e desencadearam as hostilidades contra João Bernardo Vieira (Nino Vieira) Comissário-principal dos comissários.
Recusaram em aceitar Nino Vieira devido os venenos que saiam na boca dos que não viam Nino Vieira com os bons olhos.
O presidente Luís Cabral não é um homem carismático e não tinha sentido de estado. Um homem que quis honrar o irmão, respeitando os princípios da liberdade e da democracia que o irmão mais velho jurou defender até a morte, devia pensar melhor e agir com a honestidade no comando do destino da Guiné-Bissau.
Devia ter dado exemplo nas suas nomeações nos lugares chaves da economia do país.
A única nomeação plausível que o Presidente Luís Cabral fez é a nomeação do economista de profissão para o cargo do Director-Geral de "Estrela-do-mar" o falecido Dr. Telmo de Sousa Mendes.
Após o 14 de Novembro o presidente Nino Vieira assassinou a empresa nomeando um analfabeto na economia vinda de Guiné-Conakri de nome Abubacar Baldé ex: delegado guineense em Cabo Verde no conflito que opunham os dois países sobre os BARCOS de longo curso.
Má-fé do presidente Luís Cabral.
Nomeando Constantino Teixeira (Txutxu Axon) para o alto cargo (Comissário-Principal), Malam Gino Mané como Director-Geral de uma empresa de transporte público que arrecadava diariamente milhares contos, Tomas Lima da Costa numa empresa "GUINEGAZ " que arrecadava centenas de contos por dia e Victor Vamaim numa empresa de Automóveis "EGA" que arrecadava milhares de contos mensais e mais outras sem nenhuma formação para o desempenho das funções?
Foi um crime económico que o presidente Luís Cabral cometeu durante o seu mandato.
Sem esquecer o crime do virtual Auto-estrada que ia ligar Bissau e o aeroporto Osvaldo Vieira.
Foram destruídos casas sem indemnizações, foi destruído o melhor jardim que o colonialismo construiu para lazeres das crianças guineenses. Todas estas destruições contrariaram a propaganda do PAIGC que dizia que as "CRIANÇAS SÃO FLORES DA LUTA E A RAZÃO DO NOSSO COMBATE.
A ironia da libertação nacional.
Muitas crianças ficaram sem pais, sem tetos e sem jardim. Buscardine embirrava com o belo jardim que não foi construído pelo PAIGC, mas sim, pelo colonialismo português, apesar de tudo, têm amor pelas crianças.
Sempre disse que a independência valia a pena e sempre traga algo no coração das pessoas independente. Mas os que não valeram a pena sabemos todos... Mais-valia a pena continuarmos com António Sebastião de Spínola do que viver no inverno de Luís Cabral e Nino Vieira.
Após o 14 de Novembro o Sr. presidente João Bernardo Vieira foi a maior decepção do povo guineense. Abusou da sua fama de guerrilheiro lendário até 7 de Junho de 1998.
Mas hoje, é um homem que quer reconciliar com o presente e esquecer os passados que não apagarão facilmente nas memórias dos guineenses.
Um passado sangrento, de horrores e de intriga política.
Paulo César Buscardine tem toda razão de dizer "ADEUS CHICO TÈ QUE A ALMA DO GUERRILHEIRO DESCANSE EM PAZ."
Mas uma coisa é certíssima, a consciência dos BUSCARDINES nunca repousarão em PAZ.
Que a liberdade e a democracia nos protege.
Combatente Francisco Mendes (Chico Té)
Entrevista de um dos líderes do partido africano da independência da Guiné e o Cabo Verde, Francisco Mendes (Chico Té).
- "Considero que o general Spínola que empregou toda a sua táctica de guerra anti guerrilha para ver se pudesse destruir a nossa luta em 2 anos seguidamente em 4 e 5 anos ele tive uma derrota total, nós consideramos que com a sua presença à nova equipa de Portugal contribuiu, porque ele conhece efectivamente a nossa realidade, a força do nosso partido, e para tomar qualquer decisão, Spínola nos conhece melhor que os outros radicados actualmente em Portugal..."
Pensamos que após o cessar-fogo, como disse, é necessário que os tropas portugueses abandonem definitivamente o nosso país, depois continuaremos a luta quer na Guiné no plano da construção do país quer em Cabo Verde para liberar as ilhas do Cabo Verde da dominação portuguesa...
Ainda não temos fixado um calendário para a evacuação das tropas portugueses porque aquilo depende das negociações em Londres, todas as negociações do mundo há sempre concessões a fazer e actualmente não vou falar claramente das concessões que estamos prontos para fazer, aquilo depende da vontade dos Portugueses também, as propostas que vão pôr-nos...
Sim temos a impressão que estão prontos para descolonizar, nós pensamos que a nova equipa quer realmente descolonizar, mas depende também de muitos factores do ponto de vista económico, por exemplo em Angola e ao Moçambique, onde têm grandes interesses, grandes capitais estrangeiros e de uma maneira ou outra pensamos que estão decididos descolonizar...
A situação na Guiné?
Temos os organismos do Estado já instituídos nas regiões libertadas que funcionam normalmente, nós controlamos certamente 2/3 do território, mas há uma grande parte que está em litígio.
A população em proporção?
Pode-se dizer 350.000, a metade, porque há outra parte bastante considerável também que estão refugiados no Senegal e na República da Guiné, há ainda uma pequena parte que estão sob o controlo dos Portugueses...
O que é negociável?
A retirada dos bandos portugueses do nosso país, por exemplo uma futura cooperação com Portugal aquilo é negociável, uma assistência por exemplo que Portugal pode fornecer-nos no âmbito dos técnicos, o ensino, dos trabalhadores, que não são negociáveis é a dignidade do nosso país, a independência...
Um voto sobre a autodeterminação aceita?
Pensamos que é absurdo que os Portugueses propõem-nos este princípio porque não pode haver voto para pedir à população se quer ser independente ou se não o quer porque a prova é que já temos lutado durante 11 anos, é uma prova maior que a população quer a independência, nós pensamos que Portugal pode pensar apenas atribuindo-nos ou aceitando o princípio que pusemos para a nossa independência, se quiserem podem continuar a guerra nas outras colónias portuguesas "
Meu ídolo, que a sua alma continua a descansar em paz.
fonte:blog de Joangopy
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