sábado, 11 de agosto de 2012
COMO É QUE A DIÁSPORA, PODE PARTICIPAR NO PROCESSO ELEITORAL DO PRÓXIMO ANO, SE OS EMBAIXADORES DA GUINÉ-BISSAU NOS RESPECTIVOS PAÍSES, ONDE VIVEM A MAIOR PARTE DOS NOSSOS EMIGRANTES, ESTÃO A SER CORRIDOS À FORÇA TODA...??? OS ENCARREGADOS DE NEGÓCIOS É QUE IRÃO ORGANIZAR AS ELEIÇÕES NA DIÁSPORA...??? É TUDO "TRETA"...!!! vejam a história...
Quinta-feira, 9 de Agosto de 2012
Guiné-Bissau: OLHAR A DIÁSPORA
Governo transição vai organizar conferência quadros da diáspora em setembro
09 de Agosto de 2012, 16:20
Bissau, 09 ago (Lusa) - O Governo de transição da Guiné-Bissau anunciou hoje vai organizar no próximo mês de setembro a primeira conferência de quadros guineenses radicados na diáspora.
Em declarações à agência Lusa, Idelfrides Gomes Fernandes, secretário de Estado das Comunidades guineenses, instituição afeta ao ministério dos Negócios Estrangeiros referiu que a conferência juntará 60 guineenses oriundos de África, Europa e América.
O encontro deverá decorrer de 20 a 24 de setembro, dia da independência da Guiné-Bissau. Todas as despesas dos participantes, desde viagem, alimentação e estadia, serão custeadas pelo Governo de transição, acrescentou Idelfrides Fernandes.
"Nós achamos que temos que dar muita atenção à diáspora guineense. A diáspora constitui uma preocupação deste Governo. Achamos que devemos organizar uma conferência, aqui em Bissau para debatermos questões que afligem a diáspora e também ouvir as preocupações dessas pessoas em relação ao país", disse o secretário de Estado das Comunidades.
Sob o lema "Nô Pensa Diáspora" - pensemos a diáspora, em crioulo - a conferência também servirá para o Governo de transição homenagear "aqueles guineenses que se destacaram na emigração", acrescentou Idelfrides Fernandes.
O governante precisou que a conferência também será palco para uma discussão sobre a forma que possa levar o Governo a entender como poderá criar condições para que a diáspora possa participar nas próximas eleições simultâneas do país.
"Já tivemos dois processos eleitorais em que a diáspora não participou, isso é complicado. O Governo de transição quer resolver esta questão dando oportunidade aos guineenses na diáspora para que possam participar nas próximas eleições gerais do ano que vem", indicou ainda Idelfrides Fernandes.
O secretário de Estado das Comunidades guineenses precisou que os convites serão dirigidos às associações de emigrantes na Gâmbia, Senegal, Cabo Verde, Guiné-Conacri, Marrocos, Portugal, França, Espanha, Luxemburgo, Inglaterra, Suíça, Holanda, Brasil e Estados Unidos.
Serão as associações que irão indigitar os seus representantes para a conferência.
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
GUINÉ-BISSAU:MEUS IRMÃOS,QUEM QUER ORGANIZAR ELEIÇÕES LIVRES ,JUSTAS E TRANSPARENTES,NÃO ACTUA DESTA MANEIRA...HÁ QUALQUER COISA QUE NÃO BATE CERTO,CAMARADAS...!!! vejam a história...
Sexta-feira, 10 de Agosto de 2012
O esticar da corda
Numa tentativa de, digamos...evitar o inevitável, o 'presidente' de transição, Serifo Nhamadjo volta a desafiar, desta vez não apenas a Europa, mas a própria ONU. No que diz respeito à Organização das Nações Unidas, Nhamadjo ouviu o 'governo' e nomeou o actual embaixador da República da Guiné-Bissau em Luanda, Manuel dos Santos (Manecas), o representante permanente da República da Guiné-Bissau junto das Organizações das Nações Unidas (que, a exemplo da União Europeia, não reconhecem as autoridades de Bissau) substituindo desta função o embaixador João Soares da Gama. AAS
-QUEM É SERIFO NHAMADJO...??? 2-O QUÊ QUE ESTÁ REALMENTE DENTRO DA CABEÇA DESTE SENHOR...??? 3-PORQUÊ QUE SERIFO NHAMADJO ESTÁ A SUBSTITUIR OS EMBAIXADORES...??? 4-PORQUÊ QUE SERIFO NHAMADJO RESOLVEU COMPLICAR MAIS ,AS COISAS...??? 5-SERIFO NHAMADJO ANDA SOZINHO OU ESTÁ A SER FORÇADO A TOMAR ESTAS DECISÕES INFELIZES E PREJUDICIAIS PARA O PAÍS...??? PALHAÇADA...!!! vejam a história...
| LUSOFONIA | ||
| Afastamento de embaixadores acreditados na UE | ||
Guiné-Bissau: Serifo Nhamadjo em guerra diplomática com comunidade internacional
Bissau – Manuel Serifo Nhamadjo, Presidente de transição, dispensou esta quinta-feira, 9 de Agosto, quase todos os embaixadores na Guiné-Bissau, acreditados, na sua maioria, junto dos países da União Europeia.
Com esta medida, Nhamadjo abriu, assim, mais uma vaga de guerra diplomática com a comunidade internacional, cuja autoridade foi apenas reconhecida pela CEDEAO.
Em decreto presidencial, o chefe de Estado em regime transitório, disse ter ouvido o seu Governo para anunciar o afastamento do embaixador Alfredo Lopes Cabral como representante da Guiné-Bissau junto do Governo da Bélgica. Para Portugal, Serifo Nhamadjo comunicou o fim da missão diplomática do embaixador Faly Embalo junto do Governo português. Pela França, Hília Garez Gomes Lima Barber foi igualmente afastada das suas funções, enquanto que o embaixador Arafam Ansu Camará foi destituído como representante da Guiné-Bissau junto do Governo da República Popular da China. A nível das Nações Unidas, Serifo Nhamadjo nomeou cumulativamente como embaixador da Guiné-Bissau junto do Governo de Angola, Manuel Maria Monteiro Santos (Manecas), e representante permanente da República da Guiné-Bissau junto das Organizações das Nações Unidas, substituindo desta função João Soares da Gama. Além da substituição do representante da Guiné-Bissau junto da ONU, Serifo Nhamadjo não indicou os nomes para ocupar as funções dos embaixadores exoneradas para a Bélgica, Portugal, França e China. |
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
INTERCÂMBIO CULTURAL
Intercâmbio: africanos enriquecem cultura do Tocantins; saiba mais
Troca de experiências e novos conhecimentos. Isso resume um pouco a vinda de africanos ao Tocantins. O estudante Cipriano Luis Pereira, que veio de Guiné-Bissau, e está no Estado desde 2009 estudando o curso de Engenharia de Alimentos na Universidade Federal do Tocantins (UFT), disse que a experiência de morar em Palmas tem sido positiva e de fácil adaptação. Atualmente, na capital, moram africanos de cinco países diferentes, totalizando 27 pessoas.
“Adaptei-me com facilidade no Tocantins. O que mais sinto é a saudade família que está no meu país, mas vim com o propósito de estudar e adquirir novos conhecimentos/experiência, além de contribuir com o desenvolvimento do Tocantins por meio das nossas culturas, comidas típicas, esportes, palestras, seminários e até mesmo conversas entre amigos (diferenças de línguas). As gírias brasileiras são bem diferentes das africanas. Queremos mostrar a nossa cultura como de fato é, e não como a mídia, muitas vezes, mostra”, conta Cipriano.
Questionado sobre os problemas sociais da África, apresentados pela mídia (imprensa), com um continente movido pela fome, miséria, desnutrição, Cipriano afirma que nem tudo é real e que é necessário conhecer, de fato, a atual situação de muitos países daquele continente. “Dificuldades existe como em qualquer outro lugar do mundo. Em termos de ensino é universal a falta de incentivo do governo”, conta.
Sobre a mudança “radical” em sua vida, Cipriano conta que atualmente gosta da cidade. “Gosto de Palmas/Tocantins, ainda é uma cidade bem tranquila, mas o desenvolvimento da cidade tem sido crescente e consequentemente aumentará a violência. Aqui temos muitos amigos, o pessoal nos acolheu muito bem. Com essa experiência aprendi a respeitar as pessoas e a admirá-las”, frisa.
O estudante Aires Paulo Pedro Panda, é da Angola e está no Tocantins desde 2009 e cursa Administração na UFT; ele conta que encontrou no Brasil um povo acolhedor, que vive o momento, mas que conheceu também brasileiros preconceituosos. “A experiência tem valido a pena, passamos por muitas dificuldades, inclusive para locar uma casa. Mas estamos sabendo lidar com essas situações. Tudo é um grande aprendizado”, argumenta Aires.
o girassol | ||||||
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
GUINÉ-BISSAU: QUE GRANDE ARTIGO...!!!, BOM PENSADOR...!!!,MUITA BOA PROPOSTA...!!! REAL SOLUÇÃO...!!! UM GRANDE ABRAÇO, SR. NUNO C. vejam a história...
Quarta-feira, 8 de Agosto de 2012
O golpe de 12 de abril - a sua complexidade
"Prezado Compatriota Aly,
Agradecia o favor de publicar esta minha contribuição ao debate sobre a actualidade nacional, no seu blog. Muito obrigado. Um abraço fraternal.
O golpe de estado de 12 de Abril na Guiné-Bissau ocorreu num contexto sub-regional complexo, agravado pela crise político-militar no Mali que surpreendeu os observadores e analistas políticos mais perspicácios, por ter acontecido num pais que se considerava democrata e imune à este tipo de flagelo que, infelizmente, ainda gangrena a vida política em alguns países do continente africano tal como o nosso.
O Presidente de Côte D’ivoire, que assumiu o poder no seu pais nas circunstâncias dramáticas que todo o mundo sabe, acabava de ser eleito a presidência da CEDEAO, e não estava minimamente preparado para enfrentar, fora de seu pais, mais outros problemas e, ainda menos, dois golpes de estado, em países tão diferentes como o Mali e a Guiné-Bissau.
Ao solicitar este lugar de prestígio, o Presidente Ouattara pensava poder aproveitar deste trampolim para consolidar sua imagem de estadista e pacificador na sub-região e no plano internacional, e, sobretudo, ganhar a confiança de seus concidadãos, daqueles em particular, ainda numerosos, que não lhe reconhecem estas qualidades e virtudes. Ele e seu governo estavam longe de imaginar a magnitude e complexidade das tarefas que iriam surgir pouco tempo depois de ter obtido o maior reconhecimento e aceitação por parte de seus pares.
E, precisamente, esta impreparação e falta de conhecimento das realidades sociopolíticos na Guiné-Bissau e ausência de afinidade linguística e cultural com o nosso pais que vão, negativamente, incidir sobre a solução preconizada ou imposta por alguns membros influentes da CEDEAO para sair da crise no nosso pais.
A priori, o Presidente em exercício da CEDEAO, o Presidente Ouattara, não tinha nenhuma preferência política ou simpatia para um ou outro protagonista da crise guineense. Logo no princípio, limitou-se a seguir as recomendações da estrutura política sediada em Abudja para, baseando-se nos princípios fundadores da organização sub-regional, veementemente condenar o golpe de estado e seus perpetradores, relembrando, de viva voz, a firme e inequívoca postura da CEDEAO de “tolerância zero” no que concerne tomadas de poder por vias inconstitucionais.
As coisas mudaram quando o Presidente em exercício da CEDEAO decidiu, por razões óbvias, concentrar-se sobre o Mali e deixar outros actores “mais avisados”, os vizinhos da Guiné-Bissau, o mais próximo em particular, “utilizar sua influência”, para facilitar uma saída de crise. Infelizmente, a esperada suposta mediação ou facilitação vai, rapidamente, transformar-se numa intempestiva e grave interferência, com a lamentável conivência de alguns compatriotas nossos. O resto é conhecido. Basta de lamentações! O momento é de, tirando as inevitáveis e dolorosas elisões, agirmos em conjunto, com seriedade, dedicação, humildade e determinação.
Hoje, o que se afigura imperativo é, indubitavelmente, a tomada de consciência por parte de todos os Guineenses da necessidade de voltarmos a ser donos do nosso destino comum, acabando, uma vez por toda, com o tratamento condescendente, vassalo e degradante de párias de que somos alvos por parte de certos países da sub-região.
Os problemas na Guiné-Bissau são criados pelos próprios Guineenses.
Nenhuma organização, instituição ou força estrangeira vai conseguir resolver as nossas contradições internas, as nossas fúteis rivalidades, inimizades absurdas e os nossos comportamentos vaidosos. Chegou o momento de procedermos a uma introspecção e meditarmos sobre o nosso futuro imediato. E preciso que reflectirmos, profundamente, serenamente, sobre este pais que se chama a Guiné-Bissau, o nosso pais, a mãe pátria, a vida em comum, num território que, embora pequeno, tem espaço e riquezas suficientes para todos nos e as gerações vindouras.
Mas é preciso que aprendamos à admitir, ouvir e respeitar opiniões diferentes ou mesmo divergentes, à partilhar e gerir aquilo que é o bem comum, que acabemos com o clientelismo, o sectarismo, a exclusão. Sim é preciso que se cria oportunidades para todos e que, juntos, defendamos a vida humana e exaltando os valores de trabalho, disciplina, honestidade e mérito.
E preciso que inventemos e adoptemos uma nova maneira de pensar e de conviver, uma nova cultura política que admita a competição, o debate contraditório e programático, o recurso a cidadãos qualificados, competentes, todos eles (as), para constituir a máquina, a locomotiva que vai empurrar o nosso pais para a frente, rumo ao progresso e desenvolvimento. A crise na Guiné-Bissau, embora cíclica, não é uma fatalidade. A solução definitiva esta ao nosso alcance. Temos recursos humanos suficientes, homens e mulheres valiosas para pensar, imaginar, conceber, conceituar, inventar, propor uma alternativa douradora.
O actual governo de transição, pela forma como foi constituído, arrancou com “chumbos nas assas” e, claramente, não tem capacidade para corresponder as expectativas e tão pouco pode responder aos enormes desafios que o pais enfrenta, porque não tem legitimidade e sustentabilidade. Não pode continuar. Estamos pois, todos nos, num impasse. O realismo deve prevalecer e nos conduzir a procurar uma solução pragmática e consensual. Comunicação, concertação, consultas, colaboração, consenso, sim consenso, são hoje em dia as palavras-chaves que devem, para preservar os superiores interesses do povo guineense, entrar no novo léxico e servir de “vade mecum” da vida política na Guiné-Bissau.
O PAIGC, partido maioritário no parlamento, tem toda a legitimidade para voltar a dirigir o governo. Um governo que crermos inclusivo e solidário: Um governo de UNIDADE NACIONAL.
Um governo de compatriotas de reconhecida competência, devoção, honestidade, isenção, HUMILDADE. Um governo cujos membros não abusam do bem público e respeitam o povo que tem por obrigação de servir com abnegação. Um governo legal que, pela sua composição abrangente, seu programa lúcido e seu roteiro realista, vai conduzir os destinos da nossa querida Guiné-Bissau, pacificamente, consensualmente, harmoniosamente, exemplarmente, criando todas as condições materiais, técnicas e politicas para a realização de eleições transparentes, justas, credíveis e incontestáveis.
Um governo que, rapidamente, vai dar uma nova esperança e dignidade ao nosso martirizado povo, galvanizando e federando todas as energias, do mais novo ao mais velho dos cidadãos da nossa querida terra, do norte ao sul, do leste ao oeste, do nosso belo pais, e reconquistar o respeito e a confiança dos nossos parceiros internacionais do desenvolvimento. Um governo responsável que saberá, de maneira intransigente, exaltar e honrar o mais importante, o mais sublimo, uma só causa, a mais justa, a mais nobre, a única que vala a pena defender até a morte a NOSSA PATRIA AMADA.
Nuno C."
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