quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

G.BISSAU

                                               VIVA CAJU!

Benefícios do caju. Um alimento contra baixa imunidade do organismo.



                      

Os benefícios do caju são vastos e poderosos, entre eles, podemos destacar sua atuação no sistema imunológico, combatendo de forma eficaz a baixa imunidade do organismo. Isso se deve principalmente a alta concentração de vitamina C que essa fruta possui.
caju atua como coadjuvante na prevenção de infecções, no combate a alergias de pele, além de ser um excelente aliado na luta contra o cansaço físico e mental.
Para termos uma ideia dos grandes benefícios desta fruta, saiba que o caju possui cinco vezes mais  vitamina C do que a laranja, perdendo somente para o camu-camua e a acerola.
Os benefícios do caju não terminam por aí, por meio do licopeno e beta caroteno, também se torna um alimento indicado na prevenção do câncer de pulmão e próstata.
A medicina está estudando de forma exaustiva os benefícios do caju para o tratamento do câncer de mama e boca, em aplicações  contra obesidade, impotência sexual e úlceras.
Só o tempo irá nos dizer, o que os pesquisadores dirão de fato com relação a essa fruta.

As fibras do Caju

Para termos uma idéia do seu poder, saiba que cada 100g de caju contém 1,7g de fibras.
Por que as fibras são importantes?
Pois, além de contribuírem para o correto funcionamento do intestino, elas promovem saciedade, colaborando com o controle de peso.
Além disso, também impedem a absorção de substâncias cancerígenas e o crescimento de bactérias nocivas no intestino, prevenindo até o câncer de cólon.

Combinações Poderosas do caju

O Caju se adapta muito bem com as frutas cítricas, principalmente pela sua alta concentração de vitamina C.
A laranja e o limão são frutas que formam uma união perfeita com o Caju.
A maçã combinada com o caju se torna uma boa indicação para limpeza do organismo e auxiliar da digestão.
O caju com o chá de carqueja é uma boa combinação para diabéticos.
Conclusão:
Com tudo isso que foi dito, deu para perceber que os benefícios do caju realmente são muitos, então nossa dica é a seguinte:
Consuma Caju, fortaleça seu sistema imunológico e diga adeus a baixa imunidade do organismo!!C.N

NOTA:O camu camu,  é um adstringente, antioxidante e anti-inflamatório que pode reforçar os vasos sanguíneos e que é imediatamente absorvido na boca.Camu Camu é o fruto com o maior nivel de vitamina C no mundo.

Acerola é uma fruta. É rico em vitamina C , e também contém vitamina A, tiamina, riboflavina e niacina

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

MUNDO

             Ban Ki-Monn


"É PRECISO INVESTIR NA SUSTENTABILIDADE E NA DEMOCRACIA"

A superação das transições política e econômica no mundo passa pelo investimento em três eixos: avanço do desenvolvimento sustentável, satisfação das aspirações de democracia e de dignidade das pessoas e obtenção de mais poder por mulheres e jovens. A opinião é do secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon.

"Ao longo dos tempos, pessoas disseram que o mundo está em meio a uma grande mudança. Mas o nível e o grau de mudança global que enfrentamos hoje é muito mais profundo do que em qualquer outro período da minha vida adulta. Eu chamo esse período de a grande transição", declarou Ban Ki-moon em palestra na Universidade Stanford, na Califórnia, Estados Unidos.

Para o secretário-geral, se é verdade que a transição é econômica, com o poder econômico mudando em função da região Ásia-Pacífico, não é menos verdade que também se busca um caminho mais sustentável para as pessoas e para o planeta.

"Acredito que estamos diante de uma oportunidade única. Porque as mudanças que enfrentamos são muito profundas - as decisões que tomarmos terão impacto mais profundo e mais duradouro do que talvez qualquer outro conjunto de decisões das últimas décadas", avalia. "Nós não temos tempo a perder."

Sobre o desenvolvimento sustentável, Ban Ki-Monn alerta que, nos próximos 20 anos, o mundo precisará de, no mínimo, 50% a mais de comida, 45% a mais de energia e 30% a mais de água.

"No ritmo atual, em breve vamos precisar de dois planetas Terra. Mas temos apenas um planeta. Não pode haver nenhum plano B, porque não há um planeta B. Tanto a ciência quanto a economia nos dizem que temos de mudar de curso - e logo."

Enquanto se trabalha para alcançar o desenvolvimento sustentável, também é vital lutar por uma paz sustentável, afirma o secretário-geral, destacando em particular os desafios que a ONU enfrenta com os conflitos em curso na Síria e no Mali.TERRA

G.BISSAU



O Natal na Guiné é “corda de batata”


"A batata larga as suas raízes na terra e cria ligações extensas e complexas, é o mesmo que acontece com os guineenses. Mesmo os muçulmanos festejam o Natal".



Quando Domingos fala sobre o futuro, a frase acaba quase sempre com “se Deus quiser...” Domingos Danfa, 54 anos, é muçulmano, reza cinco vezes por dia e diz que o seu Deus se chama Alá. Nada disso o impede de festejar o Natal. Vive em Bissau, a capital da Guiné-Bissau, e todos os anos no dia 25 de Dezembro mata uma cabra, compra sumos e convida os amigos e a família lá para casa.
Comemora a tradição católica como se fosse o Tabaski ou o Ramadão, as duas maiores festas muçulmanas. Este ano ainda não sabe como vai ser, um conhecido hotel onde era motorista não lhe pagou os cinco últimos meses de trabalho, as poupanças são curtas e a cabra ainda custa uns 25 mil francos CFA (cerca de 38 euros). “Os meus amigos já estão habituados a que seja eu a organizar tudo. Encontram-me na rua e perguntam: ‘Então, Domingos, como é que vai ser este ano?’ Eu digo que não sei, que logo se vê, também não pode ser sempre o mesmo, façam eles!”
“Qual é o problema? Não estou a ver qual é o problema, não há mal nenhum, os católicos também vêm às nossas festas”, responde Quebá Indjai, também muçulmano, quando o PÚBLICO lhe pergunta o porquê de celebrar uma festa tradicional de uma religião que não é a sua. Por ele, não comprava prendas para os filhos nem fazia árvore de Natal, é a mulher quem o obriga. “Há dois anos traí-a e tive um filho ilegítimo, fiquei tão, mas tão mal naquela fotografia, que agora faço tudo o que ela quer. Quase todos os anos é uma árvore de Natal nova: a minha mulher empresta-as aos vizinhos para tirarem fotografias com a família e nunca mais voltam”, queixa-se.
Para ele, o Natal é acima de tudo sinónimo de futebol. Quebá tem 40 anos e os olhos brilham-lhe quando fala dos tempos em que era jogador profissional. É nesta altura que organiza em Tite, uma região no interior Sul da Guiné-Bissau, um torneio de bola com os amigos que vêm da capital para as festas. “Não perco isto nem por nada, somos só adultos a partir dos 16 anos. O Natal na tabanca é muito melhor do que o dosdjinton da Praça [a expressão significa classe alta e é usada com um tom depreciativo e de gozo] do centro de Bissau.”
Na Guiné-Bissau, o Natal e a Páscoa não são uma festa para católicos tal como o Ramadão e o Tabaski não são uma festa para muçulmanos. São uma festa e ponto. De acordo com o World Fact Book da CIA, 50% da população é muçulmana, 40% crente em práticas indígenas (destes a maioria é animista) e 10% cristã. “Não há um fundamentalismo islâmico, todos confraternizamos uns com os outros até porque na mesma família existem crentes de várias religiões. E isto é o melhor de ser guineense, pode haver pouco, mas esse pouco é sempre partilhado com os amigos e os vizinhos”, analisa o poeta e antigo jornalista da Rádio Nacional da Guiné-Bissau Agnello Regalla. 
E acrescenta: “O Natal aqui é aquilo que em crioulo se chama “corda de batata”. A batata larga as suas raízes na terra e cria ligações extensas e complexas, é o mesmo que acontece com o nosso povo. Além da mestiçagem entre africanos e europeus, existem casamentos entre diferentes etnias, vai chegar um momento em que perderemos a identidade étnica e teremos uma identidade nacional mais forte. É por isso que será muito difícil vermos na Guiné-Bissau guerras étnicas, como acontecem noutros países de África.” 
Para Sambel Baldé, 58 anos na realidade e 53 no bilhete de identidade – porque para conseguir a bolsa de estudo para ir para Portugal fez-se passar por mais jovem –, só há um problema com esta mescla de tradições: o dinheiro. O engenheiro agrónomo é muçulmano, tem cinco filhos e queixa-se que estes o levam à falência. “Nesta altura, sobretudo nas tabancas, os miúdos aproveitam para pedir dinheiro. Os meus filhos já não querem roupa nova só no Tabaski mas também no Natal. E os pais não dizem que não. São cerca de 10 mil francos CFA [15 euros] por peça, para pagar o tecido e o costureiro, levo logo um arrombo de 50 mil.”
Em Bissau, o Natal é quase invisível
Na casa de Amiga o bacalhau para a noite de Natal é cozinhado na rua num pequeno fogareiro de carvão e a consoada faz-se à luz de velas e lanternas a pilhas. É uma assoalhada que faz de quarto e sala de jantar (a cabeceira da cama tanto serve para guardar os bonecos dos filhos como os pratos e o azeite) coberta por um telhado de zinco, sem electricidade nem gás. Água canalizada só às vezes e é no quintal, quando a rede de abastecimento pública funciona.  À mesa são sempre seis: a mãe, os dois filhos, o irmão mais novo e a sobrinha, todos católicos, mas depois há outros familiares, vizinhos e amigos sempre a entrar e a sair.  Para a noite de 24 de Dezembro, cozinham bacalhau, cozido de peixe e adoçam a refeição com uma sobremesa de papaia moída e açúcar caramelizado. No dia seguinte, comem o que sobra.
Amiga Santy tem 27 anos, estuda no 10.º ano e trabalha como empregada de limpeza e professora de educação física em Bissau. No ano passado ofereceu uns sapatos ao irmão e recebeu em troca umas calças de ganga. Com os dois trabalhos, ganha pouco mais de 90 euros por mês, mas na sua casa não são só as crianças que recebem prendas (na maioria das famílias guineenses só os mais novos têm direito a presentes, não há o hábito de ofertar os adultos nem sequer no dia do aniversário). “Este ano ainda não comprei nada, estou à espera que haja dinheiro.” O que gostava de receber? “Um cabelo postiço, sapatos e roupa.” O cabelo já o tem, resta saber se os seus outros desejos serão realizados.
Passeando pelas ruas de Bissau, nem parece que é Natal. O calor faz suar os corpos  e contam-se pelos dedos as lojas enfeitadas com luzes ou pais-natais. Não há montras vestidas de verde e vermelho, nem vidros polvilhados de purpurinas douradas e prateadas. Dentro das lojas, onde habitualmente se compram produtos não perecíveis como enlatados, bolachas ou detergentes quase ao dobro do preço da Europa (os supermercados não vendem frutas, legumes ou congelados), aumenta a quantidade de brinquedos nas prateleiras e cria-se um expositor para os entusiastas da árvore de Natal que não dispensam as bolas, as pinhas e as fitas.  
Mas nem sempre foi assim. Durante o colonialismo o comércio da capital guineense era igual ao de Lisboa, conta o jornalista Agnello Regalla. “Depois instalou-se um extremismo ideológico que fez com que fossem desaparecendo certas tradições como as montras iluminadas e os presépios. A pequena burguesia que estava ligada ao colonialismo foi ostracizada. Por exemplo, as pessoas que compravam bacalhau e grão passaram a ser olhadas de lado, por estarem a reproduzir um costume português. Agora isso já não acontece, mas certos hábitos perderam-se.”
O dono do supermercado Bonjour, um dos poucos da cidade que vende brinquedos, diz que este ano nem se preparou para o Natal. As vendas baixaram mais de 60% desde o golpe de Estado de 12 de Abril e Fernando Escada não teve vontade de enfeitar a loja. “Já vendi alguns bonecos e enfeites de Natal, mas não se compara a outros anos. Em Dezembro facturava-se mais de 300% relativamente aos meses anteriores, trabalhávamos durante o ano para o lucro ser quase todo produzido na altura das festas. A crise que agora se vive fez com a classe média enfraquecesse ainda mais e que as pessoas possam cada vez menos comprar estes luxos”, analisa.
Ementa de Natal
Aldina de Moura, 38 anos, não se deixa levar pela depressão generalizada dos guineenses que temem um novo golpe de Estado e uma derradeira derrapagem na economia do país. Quando o PÚBLICO chega a sua casa está a fazer o que faz todos os anos por esta altura: a prepará-la para o Natal. Pinta as paredes, faz uma limpeza generalizada e desinfecta todos os cantos com Baygon, para que nada falhe na noite da Consoada. É com a irmã Idília que começa logo no dia 23 a preparar os rissóis de camarão e os croquetes de peixe para congelar. A ementa é variada: para entrada os salgadinhos e o Galinha Cafriela  (com limão, piri-piri e cebola), para o jantar o bacalhau pode ser cozinhado à Brás ou à Gomes de Sá (nunca cozido) e no almoço de Natal a caldeirada é de cabra, cabrito ou borrego, conforme a carne que estiver disponível no mercado. As sobremesas vão da torta com creme de morangos ao doce de bolacha ou ao pudim, dependendo da inspiração e do tempo.
O marido de Aldina trabalha como advogado do Governo o que lhe permite levar uma vida mais desafogada do que a maioria dos guineenses. Vive na Praça, o centro de Bissau, perto dos três supermercados principais da cidade – Bonjour, Bodem e Darling – mas tenta controlar ao máximo o espírito consumista e só compra prendas para os três filhos. “Os brinquedos são muito caros. Uma boa boneca chega a custar 30 mil francos [cerca de 45 euros], em vez de comprar mais presentes, prefiro aprimorar na comida e termos todos roupas novas a estrear, isso é que não falha”, conta. 
Aldina e a irmã Idília são católicas, o marido muçulmano. Ídilia, como quase todos os católicos guineenses, vai sempre à Missa do Galo e leva consigo a sobrinha Jihane de 11 anos. Ninguém se zanga por causa disso. “Dizem que na Guiné não há dinheiro mas quando se fala em festa ninguém falta, graças a Deus!”, resume Aldina.público

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

G.BISSAU

RAMOS APONTA OS MISSEIS CONTRA OS LATINOS.

"Brasileiros, colombianos e venezuelanos, façam mais para evitar a saída da droga da América do Sul." O pedido é do ex-presidente do Timor-Leste e ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 1996 José Ramos-Horta, representante nomeado das Nações Unidas em Guiné-Bissau. O país africano é rota de passagem de cocaína para a Europa.
"Os nossos irmãos africanos, sobretudo da África Ocidental, sempre aparecem mal na fita quando, na realidade, nenhum país africano produz droga. Isto é produzido na América Latina. Em nenhum país africano há grande consumo de droga. Consumidores há na América do Norte e na Europa", ponderou.
Para José Ramos-Horta, o problema de drogas na Guiné-Bissau seria resolvido se "os nossos irmãos da América Latina fizessem maiores esforços para controlar a produção da droga, e os nossos irmãos europeus fossem mais eficazes em controlar suas fronteiras", disse nesta segunda-feira ao sair de reunião na sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Lisboa.
Na última década, Guiné-Bissau passou a ser utilizada como rota de narcotráfico para a Europa, crime que, segundo o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc), tem sido mais rentável que os Estados Unidos, em especial no caso da droga produzida na Colômbia e na Venezuela.
O relatório do Unodc de 2012 aponta para o trânsito de drogas entre países falantes da língua portuguesa. "Uma parte da cocaína enviada para o Brasil é contrabandeada para a África (sobretudo o oeste e o sul da África), tendo a Europa como destino final. Por causa de afinidades linguísticas com o Brasil e alguns países africanos, Portugal emergiu como área significativa para o trânsito de cocaína", descreve o documento.
O tráfico de drogas se aproveita da extrema pobreza de Guiné-Bissau, herdada do período de colonização portuguesa, iniciada antes do descobrimento do Brasil. Há o problema da fragilidade das instituições de Estado de direito, marcadas por movimentos recorrentes de golpes de Estado - em quase 40 anos, nenhum presidente eleito chegou ao fim do mandato. Em abril do ano passado, militares atacaram a residência do então primeiro-ministro e principal candidato às eleições presidenciais de Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior.
Os militares têm a hegemonia política do país desde a independência. Ramos-Horta promete procurá-los e também outros setores para dialogar. "Serei muito ativo no diálogo, no ouvir as pessoas. Serei ativo sem ser intervencionista", disse, seguindo a orientação da ONU e afinado com a CPLP, que não reconhece o governo de transição instalado no país desde abril do ano passado. 
Ramos-Horta muda-se na segunda semana de fevereiro para Bissau, capital de Guiné-Bissau. Uma das metas das Nações Unidas é que o país se pacifique internamente e promova novas eleições. "As eleições não são um fim em si, mas um instrumento de escuta da sociedade. Para além do ato eleitoral, tem que haver um processo de diálogo e de organização das eleições para que o resultado venha a ser aceito sem qualquer questionamento", disse, sem prever quando os guineenses voltarão a ter eleições.
Em recente reunião no Uruguai dos 23 países que integram a Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas), o Brasil se posicionou em favor do diálogo interno na Guiné-Bissau para dirimir conflitos. O Brasil tem grande interesse na normalização da vida política em Guiné-Bissau por causa da participação do país na CPLP, importante acesso do Brasil à África".TERRA

G.BISSAU

NOTA: MINHA SENHORA,A ÚNICA COISA BOA QUE A GUINÉ TEM NESTE MOMENTO ,É O TAL VALENTE PRÍNCIPE DAS ASTÚRIAS.O CONDE MONTA NELAS OU NELES (ANTÓNIO INJAI).TPanaque


O que é que há de bom na Guiné?


"Boa tarde Sr. Aly Silva,

Sou guineense de naturalidade e portuguesa de nacionalidade.

Vivi em Portugal toda a minha vida, mas por vários motivos, entre os quais a atual conjuntura económica da Europa, penso seriamente em “gozar” o pouco que terei de reforma (embora ainda me falte algum tempo para tal) no meu país de origem…

Gosto da Guiné, do clima e das pessoas, portanto foi com muita naturalidade que elegi o país para passar os últimos anos da minha vida.

Naturalmente, após esta tomada de decisão, comecei a interessar-me de forma mais profunda pelos acontecimentos socioeconómicos e políticos do país.

Tudo isto para diz que o seu blog, entre outros, passou a ser uma fonte de informação semanal, mas para grande tristeza minha, não encontro uma única notícia positiva…

Assim, pergunto-me: É de facto tudo mau? O que é que há de bom na Guiné?

Cumprimentos,

Maria da Mata
"

Minha resposta: Há o Povo. Mas esse, coitado, nada pode contra a tirania.Cumprimentos, AAS
fonte:Ditadura do Consenso

MALI

        LUTA SEM TRÉGUAS

Islamitas revelam planos quanto a "cruzados" no Mali






Postar em blog
Mokhtar Belmokhtar, terrorismo, Mali, terrorista, conflito, Signatários com Sangue
Mokhtar Belmokhtar

Em 21 de janeiro, o líder do grupo extremista "Signatários com Sangue", Mokhtar Belmokhtar, emitiu uma mensagem de vídeo declarando que todos os "cruzados" envolvidos na operação contra islamitas no Mali são um alvo legítimo para seus partidários.

Segundo ele, os ataques contra os cidadãos dos países a participarem desta operação continuarão até que seja parada a intervenção estrangeira no conflito.
Além disso, Belmokhtar propôs negociações sobre a resolução pacífica do conflito. De acordo com o líder extremista, os islamitas, tomando reféns na Argélia, "abriram a porta para negociações" com o governo do país e o Ocidente, no entanto, as autoridades argelinas não apreciam a iniciativa de paz.VR

GBISSAU


         "OUTRA FACE DA MOEDA". TPanaque
 “é errado rotular Amílcar Cabral de santo”.
"Mário Cissoko considera que Amílcar Cabral era uma pessoa egocêntrica e que “fez tudo para chegar onde chegou”, às vezes por métodos “pouco claros”.
“Há um culto de personalidade exagerado de Amílcar Cabral, mas ele não era um homem perfeito. Eis o meu ponto de vista, o que me tem trazido muita contradição, diferendo, com muita gente neste país”, afirma Cissoko.
“Não sou inimigo de Amílcar Cabral, sou um historiador. Ele não é nenhum santo como se queira pintar dele”, diz, citando casos que na sua opinião atestam o que afirma.
Cabral geriu mal as contradições com os seus colegas da luta. Com os combatentes guineenses isso era visível. Era o único a pensar e ditar as regras. Com os cabo-verdianos também. Várias vezes ouvi discussões entre Cabral e Abílio Duarte sobre quem de facto dirigia a luta”, nota.
“Certa vez discutia com Abílio Duarte e este dizia-lhe: você não é o chefe supremo disto. Estão aqui duas competências nacionais diferentes (Guiné e Cabo Verde). Abílio Duarte que era de facto o chefe da competência cabo-verdiana na luta não aceitava que Cabral fosse o chefe dele. Mesmo sendo o que era não tinha um gabinete específico no secretariado do partido em Conacri. Andava pelo sítio”, afirma Mário Cissoko.
Hoje com 65 anos e na altura responsável pela compilação das memórias da luta armada pela independência da Guiné-Bissau, Mário Cissoko diz que conviveu quase diariamente com Amílcar Cabral em Conacri, durante dois anos.
“Conheci Amílcar Cabral em 1965. Fui encarregado de arquivo morto do secretariado do PAIGC em Conacri entre 1966 e 1968, também nesse período era o encarregado da biblioteca do partido, que se situava mesmo ao lado do gabinete de Amílcar Cabral, ainda ajudava na tradução das publicações de propaganda do partido para o francês”, observa Cissoko.
O historiador, que diz que vai fazer relatos completos “com provas documentais” de muita coisa no seu livro, que se chamará “Dossiê secreto da luta de libertação nacional”, afirma que Amílcar Cabral não se iria aguentar durante muito tempo no poder se chegasse vivo à independência.
“Se fosse vivo aquando da independência e viesse para Bissau teria que justificar a morte de vários destacados combatentes guineenses. Mesmo que isso não fosse falado, seria os rumores de Bissau. Isso iria irrigar o povo”, diz o historiador.
“Também ele não iria manter-se no poder durante muito tempo como líder, porque, com a sua filosofia de vida, não iria aguentar perante as novas tentações do poder num país independente”, acrescenta.
Sem certezas, o historiador admite que já no final da vida de Amílcar Cabral este percebeu que a sua maneira de ser não era apreciado pelos combatentes. Daí, afirma, a célebre frase do antigo dirigente: “duas cabeças pensam melhor que uma e três pensam ainda muito melhor do que duas”.
“Fico a pensar que quando ele diz isso compreendeu que as pessoas já não suportavam o facto de ser ele o único que fala e pensa”, sublinha o historiador, avançando as causas possíveis para o assassínio do líder.
“Amílcar Cabral era uma pessoa inteligente. Fez o seu percurso para chegar onde chegou, era egocêntrico e por vezes injusto nas suas decisões, isso poderá ser o motivo da sua morte”, diz Cissoko, quando solicitado para definir a personalidade de Amílcar Cabral.
Entretanto, em declarações à Rádio de Cabo Verde, Corsino Tolentino, investigador cabo-verdiano e antigo combatente, afirma que o historiador guineense parte de um principio errado, que se está a santificar Cabral. “Cabral era um humanista universal, defensor dos direitos humanos”.
Ainda segundo Corsino Tolentino, hoje a obra de Cabral continua válida e justifica o argumento com o slogan do fundador do PAIGC, “pensar pelas nossas próprias cabeças”LUSA