terça-feira, 28 de maio de 2013

G.BISSAU

VEJAM BEM O QUÊ QUE ESTÁ A PASSAR COM OS JOVENS DA GUINÉ-BISSAU."TERRORISMO"

O Movimento Ação Cidadã da Guiné-Bissau fez circular uma "Carta Aberta" que denuncia à comunidade internacional o clima de medo e perseguição de que a sociedade guineense e, em particular, os jovens estão a ser vítimas.
O Movimento Ação Cidadã dá conta ainda de restrições de liberdade de imprensa e manifestação e denúncia a violação dos direitos humanos. Um dos membros do movimento, Cadija Mané, explica os motivos pelos quais levaram o Ação Cidadã apresentar esta nova "Carta Aberta", e conta que "há vários casos isolados de pessoas que são agredidas que não se manifestam, que não vão fazer queixa", acabam por desistir da denúncia porque acham que "já ninguém quer saber, ou as pessoas sabem, mas não reagem".

A vida dos jovens hoje na Guiné-Bissau não é fácil e Cadijá Mané faz um retrato da situação actual no país. "Os jovens estão apáticos, nos seus lugares. Vivemos cercados de informadores pelas ruas, que uma pessoa onde está sentada tem as outras a ouvir as conversas para depois ir transmitir. Não existe uma total liberdade de expressão."
com toda esta situação, de não termos lugar, onde não podemos ter sonhos, onde não podemos fazer os nossos planos". Os jovens, segundo o membro do Movimento Ação Cidadã; querem "uma mudança radical no país. Já são 40 anos, praticamente 40 anos, após a independência, onde não houve nenhuma melhoria, onde não conseguimos atingir um certo grau de conforto ou felicidade", lamenta.
Esperança num amanhã melhor

Apesar deste relato, Cadija Mané diz que há uma pequena luz ao fundo do túnel, que surge com as possíveis eleições de novembro e, nessa altura, Cadija espera que "as coisas tenham um novo rumo. Diz que os jovens estão "à espera disso" e querem "fazer parte dessa mudança". Cadija Mané garante que alguns casos de abusos são denunciados à Polícia Judiciária, mas, até agora, nenhum teve uma conclusão ou foi bem-sucedido. Apesar de haver pessoas que fazem "queixas e notificações", estas acabam por não avançar porque muitas vezes essas denúncias "não dão em nada", segundo o membro da organização.

Para além da "Carta Aberta", o Movimento Ação Cidadã garante estar empenhado em ter uma parceria com a Liga Guineense dos Direitos Humanos para a criação de uma linha telefónica de apoio às vítimas de agressão. E terá o Movimento sentido obstáculos no desenvolvimento deste trabalho? Cadija diz que as dificuldades são tantas que nem sabem "medir até onde". As suas ações até "têm tido impacto a nível do governo", sublinha. "Nós não estamos à espera que no meio de um programa de rádio apareçam lá agentes, polícias ou militares para nos prender ou agredir, mas esperamos que seja um resultado positivo acharem que aquilo que estamos a fazer é bom para a sociedade e que se deve tirar proveito", conta.

Na
"Carta Aberta", o Movimento Ação Cidadã denuncia a agressão por parte de elementos das forças de defesa no espaço público. O Movimento denuncia a agressão à cidadã Eurizanda Balde Fragoso, no Hospital Militar, a 16 de abril deste ano e a Catarina Ribeiro Schwarz, no Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, a 6 de maio de 2013.
apelo à denúncia

Para que a situação de alegada impunidade e de suposto abuso de poder deixe de ser uma realidade no futuro, Cadija Mané apela para que a população da Guiné-Bissau denuncie qualquer acto de intimidação ou violação dos seus direitos por qualquer elemento das forças de segurança ou defesa, pois segundo a ativista, "não é porque a pessoa tem uma determinada farda que tem que desprezar o outro sem motivo aparente".

Catarina Schwarz conta na primeira pessoa a agressão de que foi vítima, por parte dos elementos das forças de defesa no espaço público. "Estavamos todos numa fila. A pessoa que me agrediu não estava à espera de ser chamada à atenção. Terá sido apanhada de surpresa e por não querer mostrar-se inferior, então reagiu. Não gostou. Trata-se de um agente que trabalha no aeroporto de Bissalanca e acho que utilizou essa posição para abusar das suas capacidades", relembra Schwarz. Catarina adianta que, mais tarde, soube que a pessoa que alegadamente a agrediu foi colocada em serviço no aeroporto pelas forças armadas, a seguir ao golpe de Estado de abril do ano passado.  

A impunidade como regra

Relembra que os jovens têm um papel essencial para originar mudança e que alguns já o fazem. "Aqui na Guiné-Bissau não há muitas formas de manifestação pública e de jovens mas se fizermos uma investigação rápida vamos perceber que através das músicas, há bairros que se juntam e fazem músicas de intervenção com uma carga simbólica muito grande, manifestam o seu desagrado em relação à situação política e militar".
Apesar de se tratar de um caso isolado, Catarina Schwarz garante que este tipo de situações acontece com frequência na Guiné-Bissau. Membro do Movimento Ação Cidadã, Catarina adianta que esses casos acontecem mais regularmente com os cidadãos guineenses. Falando ainda sobre o clima de impunidade que diz ser vivido na Guiné-Bissau, Catarina refere que as vítimas dos alegados abusos não fazem queixa, por temerem que a situação seja descredibilizada. Mesmo perante este contexto, a agredida considera que se deve estimular a população para fazer queixa e denunciar, mesmo que não sejam consideradas, a fim de dar a volta à situação.

Mesmo com letras de denúncia, Catarina garante que as canções de intervenção passam na rádio e não há censura, e acrescenta que "não sei se é porque não conhecem esses grupos, não sei se é porque é uma música, não se leva tão a sério, mas já é uma forma de manifestação".
O papel da comunidade internacional

E uma das vozes que mais assume o combate aos abusos vividos na Guiné-Bissau, é a Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH), que reinvindica uma sociedade mais justa. Atenta aos casos de violação dos direitos humanos, o presidente da Liga Guineense, Luís Vaz Martins, ilustra a situação de medo que se vive no país, contando que "nos últimos meses vive-se justamente um clima de tensão, de muito medo onde efetivamente alguns metódos de intimidação, de tortura, de perseguição e restrição de liberdades, é o retrato do que se tem vivido ultimamente". Dando espaço à impunidade e não garantido a salvaguarda dos direitos humanos na Guiné-Bissau, Luís Martins afirma que é cada vez mais difícil ser-se jovem no país.

"É muito difícil efetivamente. Não há horizonte a curto prazo que garanta aos jovens uma saída feliz para a crise em que o país está envolvido". O presidente da Liga acredita que "cada vez mais escasseia esperança de um amanhã melhor e é por isso que a sua organização compreende a posição dos jovens". Neste sentido, a Liga Guineense dos Direitos Humanos "solidarializa-se com a situação dos jovens e de todas as vítimas de perseguição e de maus tratos no país", diz Luís Vaz Martins.

São dezenas as denúncia que chegam à Liga Guineense, relatando casos de abusos a jovens por parte das autoridades nacionais e o presidente da Liga, acredita que se a situação de abusos impunes não for controlada, que o futuro dos jovens guineenses irá se agravar, temendo que a resposta para a violência, seja mais violência com as pessoas a utilizarem "uma espécie de meio de resistência violenta, para responder aos actos violentos de que têm sido alvos. "Para o presidente da LGDH a "única esperança é efetivamente ver os órgãos restabelecidos através das eleições e a situação mudar no seio da comunidade internacional". Uma situação que Luís Martins relembra, que a comunidade internacional está cada vez mais atenta e disposta a apoiar.DW

G.BISSAU

OS JOVENS ESTÃO A SER PERSEGUIDOS CAPTURADOS E ESPANCADOS NA GUINÉ-BISSAU PELAS FORÇAS DE SEGURANÇA.         
             CHEGA DE ABUSOS!!!!!!

QUEM É QUE ANDA A CRIAR PROBLEMAS A ESSES JOVENS???!!!...,NÃO BASTA O QUE ELES ESTÃO A PASSAR ???..., OS SEM FUTURO.QUEREM ESTUDAR E NÃO PODEM PORQUE NÃO HÁ ESCOLAS,NÃO HÁ BOLSAS DE ESTUDOS,NÃO HÁ TRABALHO,NÃO HÁ NADA PARA ELES.TPANAQUE



G.BISSAU

OUVIR KANKAN ,MARCIANO BARBOSA ,DOMINGOS PEREIRA  PARA QUÊ ???...,É TUDO UMA "TRETA" !!! ISSO TUDO ,NÃO SERVE PARA NADA,É SÓ ATROFIAR O PAÍS.ESSAS AUDIÇÕES ,NÃO PASSAM DE UMA FARSA. MENTIRAS MAIS MENTIRAS E MAIS MENTIRAS.É POR ESSAS E OUTRAS RAZÕES QUE A GUINÉ-BISSAU NÃO VAI A LADO NENHUM.TPanaque

G.BISSAU

TERRORISMO SOBRE JOVENS DA GUINÉ-BISSAU.TPanaque

"TEMOS FÉ SOMENTE NAS NOVAS ELEIÇÕES"

segunda-feira, 27 de maio de 2013

G.BISSAU

SOMOS JAPONESES???

VAI  SER PRESCISO MUITAS OPERAÇÕES PLASTICAS PARA TRANSFORMAR OS OLHOS.TPanaque

Guiné-Bissau é o Japão.Thomas L. Friedman



Notícia de ontem da Guiné-Bissau é verdadeiramente histórico, e levanta questões sobre se há só poderia ser a luz no fim do túnel. O que é importante, porém, é que vamos nos concentrar no que isso significa para os próprios cidadãos. A mídia parece muito preso em se preocupar com as suas próprias peles de prestar atenção ao que é importante no chão. Basta ligar para ele perder o deserto de areia.
Ao pensar sobre os problemas recentes, é importante lembrar três coisas: primeiro, as pessoas não se comportam como programas de computador, por isso tenta tratá-los como tal, inevitavelmente, parecer tolo. Os programas de computador nunca de repente mudar o seu curso, a fim de atender a um conjunto pré-determinado de crenças. Dois, Guiné-Bissau passou décadas como uma ditadura fechada para o mundo, para uma mentalidade de paz e estabilidade vai parecer estranho e estranho. E três, a liberdade é uma idéia extraordinariamente poderoso: Se a corrupção é da Guiné-Bissau haste de cortina, então a liberdade é certamente sua mesa.
Quando eu estava na Guiné-Bissau, no mês passado, fiquei espantado com a variedade da culinária local, e que me diz duas coisas. Ela me diz que os cidadãos da Guiné-Bissau não tem escassez de potenciais empreendedores, e isso é um bom começo para crescer a partir. Em segundo lugar, ele me diz que as pessoas na Guiné-Bissau são como as pessoas em qualquer outro lugar na terra plana do nosso.
Então o que devemos fazer sobre o caos na Guiné-Bissau? Bem, é mais fácil começar com o que não devemos fazer. Não devemos deixar que as frustrações aparentemente intermináveis ​​fazer o povo da Guiné-Bissau a duvidar de sua chance de progresso. Além disso, é preciso ter cuidado para nutrir as sementes de ideais democráticos. A oportunidade está aí, mas eu me preocupo que o caminho para a paz é tão cheio de obstáculos a Guiné-Bissau vai ter que descer muito lentamente. E, claro Bissau precisa vir para a mesa.
Falando com um pequeno empresário da pequena comunidade católica aqui, perguntei-lhe se havia alguma mensagem que ele queria me levar de volta para casa comigo. Ele ponderou por um segundo, e, em seguida, sorriu e disse: reiaya-li-Kona , que é um ditado local que significa mais ou menos: "Uma grande parte do verdadeiro amor é o perdão constante."
Eu não sei o que Guiné-Bissau vai ser assim daqui a alguns anos agora, mas eu sei que ele provavelmente vai olhar muito diferente do país que vemos agora, mesmo que permaneça fiel à sua herança cultural básica. Eu sei disso porque, por toda a desordem, as pessoas ainda não perdeu de vista seus sonhos.
Thomas L. Friedman

G.BISSAU

          "NUNCA MAIS É NATAL."

COMO É QUE É???!!!...,VAMOS TER GOVERNO OU NÃO???!!!
                        

sábado, 25 de maio de 2013

G.BISSAU

O QUE REALMENTE ACONTECEU COM O JORNALISTA SUMBA NANSIL.TPanaque

O jornalista de Bissau Digital e apresentador do célebre programa matinal da Rádio privada Galáxia de Pindjiguiti «BOM DIA GUINÈ», Sumba Nansil, foi preso pela Polícia Judiciária, a mando do Ministério Público.
A detenção, que logo suscitou agitações no seio da classe jornalística guineense e da sociedade, insere-se no âmbito de um processo em que Sumba Nansil é acusado, pela Procuradoria-Geral da República, de ter publicado um artigo envolvendo as declarações do Bastonário da Ordem dos Advogados, nas quais, Domingos Quadé pediu ao Ministério Público que proceda uma ampla investigação sobre a corrupção.

No entender da Procuradoria-geral da República, o jornalista teria adulterado as reais declarações do Bastonário, ao ter escrito que este apontou o «dedo acusador» apenas ao Ministério Público, facto que, para a Procuradoria-geral da República, pretendia lesar o bom nome da instituição, que decidiu interpor uma acção judicial contra Sumba Nansil.

A detenção do jornalista em nada está relacionada com este processo específico mas enquadra-se num outro, no qual Nansil é acusado de crime de desobediência, por se ter alegadamente recusado a receber uma das notificações do magistrado encarregue do processo.

Sumba Nansil tinha-se deslocado ao Ministério da Justiça para tratar de um assunto particular, ocasião em que um oficial da justiça o interceptou com a citada notificação para assinar, que, ao que tudo indica, trava-se da aplicação de uma medica de coacção sob
Termo de Identidade e Residência. A atitude foi repudiada pelo jornalista, que considerou que a notificação deveria ser endereçada ao seu local de trabalho ou ao escritório do seu advogado, em vez de ser entregue ocasionalmente na rua, como foi o caso.

O magistrado do Ministério Público considerou o acto do jornalista como uma clara desobediência judicial, ordenando a sua imediata detenção, em cumprimento de uma ordem expedida desde Maio, mas só agora é que foi executada pela Policia Judiciária.

O advogado de Sumba Nansil, Alex Bassucu Santos Lopes, considera extemporânea a execução da ordem de prisão. O principal processo que envolve o jornalista encontra-se no Tribunal Regional de Bissau, para efeitos da marcação do julgamento. O causídico quer que tudo seja esclarecido na sessão de julgamento, cuja data não foi ainda anunciada.

fonte:jornal Digital